18 de Fevereiro de 2017: O 1º dia do resto da vida do Pavilhão Carlos Lopes

Totalmente reabilitado, com uma beleza de que a maioria dos lisboetas não terá memória, o Pavilhão Carlos Lopes reabre sábado, mas o Turisver.com já o foi visitar, acompanhado pelo director-geral do Turismo de Lisboa que fotografámos na varanda do Salão Nobre, local que antes da constituição da ATL que está a comemorar 20 anos, lhe serviu de gabinete. Porque ali funcionou o Departamento de Turismo de Câmara Municipal de Lisboa, e Vítor Costa foi vereador do pelouro.

O Pavilhão Carlos Lopes reabre a 18 de Fevereiro, data do 70º aniversário do atleta olímpico, com uma cerimónia que será presidida pelo primeiro-ministro António Costa e terá como anfitriões a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação Turismo de Lisboa, presididos por Fernando Medina. Numa visita guiada pelo director-geral da ATL, Vítor Costa, o Turisver.com foi ver o espaço, onde ainda decorrem os últimos retoques como, por exemplo, a colocação de alguns azulejos, qual puzzle, depois de terem sido criteriosamente retirados, numerados e guardados durante as obras.

A ATL adquiriu o direito de superfície do edifício à Câmara por 50 anos e 3,5 milhões de euros, verba de que, explicou Vítor Costa, foi paga metade de imediato, com o restante a ser diluído pelo período da concessão, à razão de 60 mil euros por ano, entre outras contrapartidas. O Turismo de Lisboa a responsabilizou-se pelo projecto e pela obra que demorou um ano e orçou em 8 milhões de euros – meio milhão a menos do que o inicialmente previsto, disse-nos Vítor Costa. Uma verba que inclui requalificação do espaço exterior e reabilitação do edifício.

“No exterior foi feita a ligação do Pavilhão ao espaço envolvente, quer ao Parque Eduardo VII quer à zona da Sidónio Pais, abrindo-se os acessos, nomeadamente com rolantes que passam a ligar o Pavilhão à Sidónio Pais e retirando-se o estacionamento que existia em torno do Pavilhão”, contou o director-geral da ATL ao Turisver.com. Ainda no exterior, todo o edifício foi recuperado, como os painéis de azulejos e a estatuária.

Dentro do edifício, disse Vítor Costa, houve duas zonas de intervenção distintas. Uma delas teve a ver com a total restauração dos azulejos numa zona que pode ser considerada mais nobre pela valia destas peças e que engloba os foyers. O Salão Nobre e os torreões. “Tudo estava muito degradado, houve que trocar tubos, retirar os azulejos para voltar a recolocá-los, tratar dos tectos”, artisticamente trabalhados. Já na sala de eventos, um espaço polivalente com 2.000 m2, teve que ser retirada a cobertura de amianto.

É neste espaço que vai decorrer a cerimónia de (re)inauguração e que será projectado um filme multimédia que dará uma sensação tridimensional, sobre os 20 anos do Turismo de Lisboa, produzido em parceria com o NewsMuseum, que alternará com outro que conta a história do Pavilhão. Durante um mês, o Pavilhão vai estar de portas abertas ao público que poderá assistir a estes filmes e visitar a exposição permanente que conta a vida do antigo atleta olímpico Carlos Lopes. Depois o Pavilhão abrirá apenas para eventos, com todos os participantes a poderem ver a exposição permanente onde estão patentes mais de 300 peças cedidas pelo próprio Carlos Lopes, entre troféus, medalhas e equipamento desportivo.