Mais de 18 milhões de turistas entraram em Portugal em 2016, e gastaram 15,3 mil milhões de euros, segundo o INE

O INE divulgou esta quinta-feira, numa cerimónia que decorreu na sua sede em Lisboa, os resultados do inquérito ao turismo internacional, que diz que Portugal atraiu 18,2 milhões de movimentos de entrada de turistas em 2016 através das principais fronteiras aéreas, rodoviárias e marítimas, número a que acrescem 10,1 milhões de entradas de excursionistas.

Numa sessão presidida pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, os resultados do inquérito apresentados por Cristina Neves, directora do Departamento de Estatísticas Económicas do INE, dão conta que do total de entrada dos turistas 25,6% são provenientes de Espanha (4,7 milhões), 17,2% do Reino Unido (3,1 milhões), 14,7% de França (2,7 milhões) e 8,5% da Alemanha, o que corresponde a 1,6 milhões de turistas. Ainda assim, a Espanha correspondeu, em 2016, a 74% das chegadas de excursionistas ao nosso país, correspondendo a 7,5 milhões de entradas, seguindo-se o Reino Unido com 9% e a França com 5,2%.

No que respeita à forma de entrar em Portugal, o inquérito concluiu que as fronteiras aéreas foram utilizadas em 73,1% das entradas de turistas e a 1,6% das de excursionistas, enquanto por terra chegaram 26,8% dos turistas que visitaram ao nosso país e 88,8% de excursionistas. Por sua vez, os cruzeiros foram responsáveis pela entrada de 1 milhão de excursionistas, correspondendo a 9,7% do total.

Quanto às motivações das visitas de não residentes em Portugal, as que se relacionam com lazer, recreio ou férias foram responsáveis por 70,3% do movimento dos turistas, 19,9% chegou ao nosso país para visita a familiares e amigos. Os motivos profissionais ou de negócios corresponderam a 7,7% do total das chegadas.

O inquérito dá ainda conta da repetição dos turistas pelo destino Portugal (71,3%), verificando-se mais acentuadamente nos casos de residentes na Suíça (85,3%), Espanha (82,3%) e Irlanda (80,1%). Outro pormenor que o documento apresenta é o facto de se ter verificado que a ascendência portuguesa foi uma característica identificada em 23,4% das entradas de turistas em Portugal.

A opção pela vinda a Portugal foi uma primeira escolha em 16,1 milhões de chegadas de turistas, atingindo os 88,2% do total, destacando-se que no período em análise, os escalões etários entre os 25 e os 44 anos corresponderam a 36,5% do total, e entre os 45 e os 64 anos somaram 33,9%.

Quando se fala das regiões mais visitadas, o inquérito destaca a área metropolitana de Lisboa e o Algarve tiveram as preferências dos turistas com 31,1% e 26,3% das entradas. Se o Algarve foi escolhido para visitar por 60,9% dos turistas provenientes do Reino Unido e por 79,9% dos residentes na Irlanda, já na região de Lisboa destacam-se os italianos (63,4%) e os brasileiros (58,2%). Na Madeira, predominaram os turistas chegados da Alemanha e dos Países Nórdicos.

As entradas de turistas não residentes resultaram num total de 144,4 milhões de dormidas em Portugal, destacando-se a elevada expressão do alojamento privado gratuito e das residências secundárias, que abrangeu quase 50% das dormidas, enquanto o conjunto dos meios de alojamento turístico foi responsável por 36% das dormidas. A grande maioria que visitou Portugal em 2016 avaliou o destino em 8,81, numa escala de zero a 10. Quando os motivos para viajar eram profissionais, a avaliação foi de 8,53 pontos.

Os resultados do inquérito revelam, por outro lado que o gasto médio diário per capita por turistas entrados o ano passado situou-se em 95,7 euros. Os turistas do Brasil e dos EUA evidenciaram um gasto médio diário per capita de 166,3 euros e 146,1 euros, respectivamente, em contraste com os valores registados nos principais mercados europeus, estimando-se que os turistas não residentes entrados em Portugal no período em análise gastaram, na globalidade, 15,3 mil milhões de euros em despesas associadas à viagem.