2017 foi “um ano proveitoso em termos de vendas” para a Orbita Viagens

“Um ano proveitoso em termos de vendas” foi como Paula Gonçalves e Adriano Portugal respectivamente sócia gerente e director comercial do Grupo Orbita Viagens, classificaram o ano de 2017. Em declarações à imprensa à margem da III Convenção do Grupo que decorreu na Nazaré, os responsáveis adiantaram que, apesar da reestruturação da rede, que levou à saída de algumas franchisadas, o Grupo registou um “crescimento de 2%”.

  

 

Adriano Portugal, director comercial da Orbita Viagens, referiu que em 2017 “em termos de lazer houve novamente um acréscimo de vendas” que “não foi tão significativo quanto se esperava numa fase inicial do ano”. A grande adesão dos portugueses às reservas antecipadas e o facto de “a partir de determinada altura não haver oferta disponível porque os voos estavam cheios” foram as razões apontadas para que “a determinada altura houvesse abrandamento nas vendas”. A propósito sublinhou que o cliente “já está muito atento a que as reservas devem ser feitas com muito maior antecedência” algo que “já se está a verificar este ano”.

O corporate, que “baixou ligeiramente”, soma entre 10 a 12% das vendas na área das viagens que representa 70% da facturação do Grupo, cabendo o restante ao rent-a-car, outra das área em que opera a Orbita Viagens e Rent-a-Car.

No lazer, a maior incidência nas vendas de 2017 coube às viagens de médio curso, com grandes subidas de destinos como Marrocos e Tunísia (principalmente Djerba), embora Cabo Verde continue a ser “um destino de eleição”. As Caraíbas tiveram “algum resultado” mas no longo curso as estrelas são os destinos asiáticos que “têm subido muito”, particularmente o Vietname. Já quanto aos operadores mais vendidos pela rede, destaque para a Solférias que teve “uma excelente subida”, a Turitravel em termos de hotelaria, e a Nortravel.

Adriano Portugal fez também um balanço positivo de 2017 relativamente aos projectos que a Orbita Viagens tinha para o ano que findou e que, segundo afirmou “foram atingidos”, pese embora o facto de o Grupo ter tido que fazer “alguma reestruturação dentro da própria estrutura – o que já estava previsto -, que passou tanto pela abertura de novas agências como pelo encerramento de outras que não estavam a corresponder”. Uma reestruturação que é para continuar este ano “quer através de alguma abertura quer com o encerramento de um ou outro balcão” (actualmente são 15 balcões, 4 verticais e os restantes franchisados e mais um em Angola).

Novas tecnologias, inovação e internacionalização, são as grandes apostas do Grupo Orbita Viagens para 2018, tendo candidatado projectos nestas áreas ao Portugal 2020. No primeiro caso trata-se de um projecto assente no uso de óculos de realidade virtual que permitam aos clientes “experienciar” os destinos turísticos, já quanto à internacionalização, os responsáveis nada quiseram adiantar.

“Um ano de novo positivo” é o que espera Paula Gonçalves de 2018. Uma perspectiva que Adriano Portugal partilha, muito embora tenha deixado um alerta: “vamos ver o que o futuro nos reserva porque a nova directiva das viagens organizadas irá ditar se os resultados irão ser bons ou se irão ser menos positivos”.

A comemorar o seu 20º aniversário, a Orbita Viagens realizou a sua III Convenção Orbita Viagens na Nazaré durante este fim-de-semana, tendo como mote “O Cliente do Futuro” e entre os vários temas abordados esteve “em cima da mesa” a nova directiva das viagens organizadas, de que falaram Pedro Gordon, director-geral da GEA Portugal, na perspectiva do impacto nas agências de viagens e Rogério Gabriel, da SGS, na perspectiva dos seguros.

Viajar Tours, Turangra, Solférias, MSC Cruzeiros, Travelport (Galileo), Turismo de Macau, Teldar, Soltour, SGS e TAAG, foram os players presentes no evento que contou, na abertura, com a presença do presidente da Câmara da Nazaré. Da ordem de trabalhos constou uma retrospectiva do ano de 2017, na sessão interna que teve a participação dos responsáveis do grupo de viagens, Paula Gonçalves e Adriano Portugal, além de António Carvalho, também sócio da Orbita, que falou sobre o departamento de rent-a-car.