27M€ vão transformar Frente Ribeirinha no Novo Cais de Lisboa

Apresentado esta quarta-feira pelo presidente da Câmara de Lisboa e pelo Turismo de Lisboa (ATL), o projecto de reabilitação da Frente Ribeirinha Central, desde o Terreiro do Paço até à Doca da Marinha, resulta de um investimento de 27 milhões de euros e deverá estar concluído no próximo ano.

Trata-se, segundo o Turismo de Lisboa, responsável pela reabilitação da zona, por incumbência da autarquia, da “maior operação de valorização do rio das últimas décadas”. O investimento, na ordem dos 27 milhões de euros, é garantido por verbas do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa (16 milhões), completadas por verbas asseguradas pela Associação Turismo de Lisboa (11 milhões).

O projecto, que está a dotar a cidade de condições únicas para a actividade marítimo-turística, o transporte público fluvial entre as duas margens do rio e a criação de espaços de lazer e equipamentos, vai transformar a frente ribeirinha, desde o Terreiro do Paço até à Doca da Marinha, no novo Cais de Lisboa.

Para Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, “o Novo Cais de Lisboa devolve o rio aos lisboetas e disponibiliza-o, em todo o seu esplendor, aos visitantes nacionais e estrangeiros que acolhemos todos os anos. Esta obra é, sem dúvida, um passo importante na valorização da cidade e na capacidade de inovação e diferenciação da sua oferta”.

Na reabilitação de toda a área da Frente Ribeirinha estão integrados vários projectos, todos eles interligados, nomeadamente a reconstrução do Muro das Namoradeiras, a retirada do aterro do Cais das Colunas, a reabilitação da Estação Sul e Sueste e da Doca da Marinha, a criação do Bacalhau Story Centre, do Centro Tejo e de um Cais de Apoio à Actividade Náutica, bem como o reforço de Pontões.

O Muro das Namoradeiras está a ser reconstruído, de forma a repor o muro original e o seu complemento até à Ribeira das Naus. Os postes de iluminação originais estão a ser alvo de reabilitação e vão ser repostos, para preservar a silhueta original deste património simbólico da cidade.

Por sua vez, o aterro entre o Cais das Colunas e a Praça da Estação, vai ser retirado para que a praça recupere o traçado original e o Cais das Colunas volte a ter um relacionamento pleno com o Tejo.

Na Ala Nascente do Terreiro do Paço, vai nascer o Bacalhau Story Centre, numa homenagem àquele que é um símbolo da gastronomia, da cultura e da própria história do país.

O projecto integra igualmente a reabilitação da Estação Sul e Sueste que recupera o traço original de 1929, da autoria de Cottinelli Telmo. Ali nascerá uma nova área com cafetaria, quiosque, restaurante e esplanadas, um posto de informação, uma Lisboa Shop e o terminal de apoio aos passeios no Tejo, com a instalação de oito bilheteiras de diferentes operadores.

Os dois pontões da Transtejo/Soflusa serão reforçados e no quadro da reabilitação da Estação Sul e Sueste vão ser instalados três novos pontões com passadiços possibilitando o acolhimento das embarcações dos diversos operadores turísticos. Será ainda reabilitado o pontão da Doca da Marinha para dinamizar novas propostas de transporte fluvial.

No interior da Estação, vai nascer o Centro Tejo, um espaço de promoção da oferta cultural e turística dos municípios ribeirinhos, enquanto a praça vai ser alvo de uma intervenção urbanística que permitirá recuperar os espaços públicos junto ao rio e ligar os percursos pedonais e cicláveis ao longo da Frente Ribeirinha.

Já a Doca da Marinha irá dar lugar a um espaço arborizado que acolherá actividades lúdicas e musicais, enquanto o espelho de água da Doca vai receber as embarcações tradicionais do Tejo integrantes da “Marinha do Tejo”. Um novo restaurante e quatro novos quiosques, com esplanadas e WC públicos, vão pontuar o espaço público.