29º CNHT: É desejável que o turismo continue a crescer, afirmou o ministro da Economia

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, foi ao Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP, dizer que o crescimento do turismo em Portugal está a ser sustentável e que esta actividade económica tem ainda muito para dar ao país, e mesmo a cidades como Lisboa e Porto, onde deve contribuir para a valorização de novas zonas que até agora têm estado mais afastadas dos circuitos turísticos, ou no Algarve onde há que estender a boa ocupação a todo o ano.

“Sustentável” foi como o ministro da Economia considerou o “enorme crescimento” da procura turística, porque cresce durante todo o ano, porque o aumento cobre todo o país, porque sobe não só o número de turistas e dormidas mas também as receitas geradas.

Intervindo na sessão de encerramento do 29.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que decorreu até sexta-feira em Coimbra, Caldeira Cabral sublinhou que o nosso país apresenta “o maior crescimento do número de turistas no Sul da Europa” e que “Portugal está-se a destacar como destino turístico”.

Apontando os casos do Centro, Alentejo e Açores como sendo as regiões que “mais cresceram”, Caldeira Cabral disse ser desejável que o crescimento continue e que “se espalhe mais pelo território”, seja “das cidades que mais turistas acolhem, como Lisboa e Porto” onde o turismo deve contribuir “para valorizar novas zonas das cidades”, que no Algarve onde tem sido feito “um esforço muito grande para que o turismo cresça fora da época alta porque é nessa época que há muitos quartos livres, muita capacidade subaproveitada, que há muita rentabilidade turística que pode ser melhorada”.

“Temos feito um esforço para que o turismo se espalhe pelo território, para regiões onde pode ser uma peça fundamental de um desenvolvimento sustentado”, afirmou o governante, que salientou o esforço aplicado na elaboração de uma estratégia para o Turismo e nos estímulos ao crescimento “apostando na promoção, trazendo mais imaginação e novas formas de promoção, apostando nas novas rotas e nas rotas já existentes”.