29º CNHT: Turismo do interior tem que ser valorizado, diz Pedro Machado

Em conversa com os jornalistas, à margem do 29º Congresso da AHP que decorreu até sexta-feira em Coimbra, o presidente da ERT Centro de Portugal, Pedro Machado, afirmou que o turismo do interior tem que ser valorizado e que as assimetrias regionais combatidas. Considerou igualmente que o grande desafio que se vai colocar ao turismo na próxima década tem a ver com os recursos humanos.

A diversidade pode ser um instrumento poderoso no combate à massificação do turismo (…) mas da parte do Turismo de Portugal tem que haver uma estratégia diferente de vender Portugal nos mercados externos, sobretudo para combater a sazonalidade, sem ser numa afirmação única e exclusiva nos destinos mais massificados. Neste sentido, afirmou a necessidade de diversificar mercados porque continuar a fazer promoção em mercados de massas é meio caminho andado para ter fluxos de turismo de massas.

Pedro Machado chamou também a atenção para as assimetrias regionais em matéria de fluxos turísticos, afirmando que o combate a estas assimetrias “tem que ser feito à custa da captação de investimento”, acentuando que o turismo do interior tem que ser repensado e valorizado. Para isso, disse, há desde logo que “repensar a política do aproveitamento económico da floresta”, com o envolvimento de privados, das autarquias e também do sector do turismo.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro considerou ainda que “o factor mais crítico que o país vai ter na próxima década não é a falta do produto turístico, não é a falta de sustentabilidade do produto turístico, não é falta de marca nem de promoção mas sim o serviço e os recursos humanos”, sendo necessário que se valorizem as profissões turísticas.

“Não podemos manter salários tão baixos quando queremos que a indústria floresça e ao mesmo tempo a qualidade do serviço acompanhe o aumento da indústria”, argumentou Pedro Machado, que relacionou melhores salários para profissionais com competências.