Mais de 42 milhões de euros para relançar turismo em França

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, anunciou um envelope financeiro de 42,7 milhões de euros para relançar o turismo em França, sector que sofre há um ano, na sequência de ataques terroristas.

O objectivo principal é para tranquilizar e trazer de volta os turistas estrangeiros receosos com os ataques em 2015 e 2016 em França. Nesta verba consta um plano de acção imediato de 15,5 milhões de euros para a segurança dos turistas no território.

Cinco milhões de euros serão usados para instalar câmaras de vigilância e cinco outros para tornar mais seguros estabelecimentos públicos relevantes no âmbito do Ministério da Cultura, como a Cidade da Música, o Museu do Louvre ou a Comédia francesa em Paris. Quatro milhões destinam-se a recompor o fundo de contingência para as artes e espectáculos para reforçar, em especial, a segurança de festivais.A segurança será também reforçada nos aeroportos e 30 veículos serão adquiridos pelo Ministério do Interior para construir estações de polícia e brigadas móveis, e facilitar a apresentação de queixas nos locais mais frequentados.Igualmente, o governo francês irá disponibilizar subsídios para empréstimos com vista à modernização de restaurantes e hotéis independentes, e apoiar a formação, num total de 11 milhões de euros. Finalmente, 5,7 milhões de euros serão consagrados a incentivar os franceses mais pobres e aposentados a fazerem férias na França.Um ano após os atentados de Paris, a cidade tem vindo a tentar recuperar o seu brilho e atrair turistas novamente. Num ano, a região parisiense perdeu dois milhões de turistas, e o Museu do Louvre, por exemplo, o mais frequentado do mundo, perdeu 20% de visitantes.

Na região parisiense, as perdas são estimadas em cerca de mil milhões de euros e podem alcançar 1,5 mil milhões de euros no fim do ano, segundo Frédéric Valletoux, presidente do comité regional de turismo.

O turismo é vital para a França, país mais visitado do mundo, e representa 9% de seu PIB. O governo fixou como objectivo atrair 100 milhões de turistas em 2020, contra 85 milhões em 2015.