43º Congresso APAVT: Macau quer ser “plataforma de serviços” entre a China e países lusófonos

Esta foi uma das mensagens deixadas na abertura do Congresso da APAVT pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura do Governo da Região Administrativa Especial de Macau. Alexis Tam, que se dirigiu ao congresso em português, referiu também que um dos objectivos para Macau passa por transformar esta região administrativa especial “num centro mundial de turismo e lazer”.

No que se refere às relações com os países lusófonos, disse Alexis Tam, “as iniciativas têm decorrido sobretudo no âmbito do mecanismo de relacionamento multilateral criado em 2003 com o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, cujo Secretariado Permanente é em Macau, e conta com delegados dos diferentes países lusófonos, incluindo Portugal”, país com que, pelos laços históricos, há um relacionamento “naturalmente privilegiado e mais próximo, com trocas de visitas regulares e cooperação nas mais diversas áreas”.

Já quanto à estratégia para o desenvolvimento turístico de Macau, que passa por transformar a cidade “num centro mundial de turismo e lazer” governo e sector privado têm desenvolvido, nos últimos anos, uma série de acções tendentes a “diversificar a indústria turística, tirando partido da recente grande expansão da oferta turística”

“A liberalização do jogo, em vigor desde 2002, gerou um grande dinamismo ao nível da indústria do turismo em Macau, com novos complexos turísticos de grande envergadura a abrirem uns a seguir aos outros, que têm permitido à cidade desenvolver e solidificar outras vertentes do turismo”, disse o responsável, acrescentando que “estas novas infra-estruturas posicionaram Macau no mapa ao nível dos destinos emergentes para acolhimento de grandes feiras e congressos internacionais”.

Sublinhando que os novos empreendimentos “têm ajudado também a afirmar a cidade como um destino de compras, de gastronomia e entretenimento de famílias”, Alexis Tam frisou que Macau pretende continuar a desenvolver esforços para “diversificar as fontes de visitantes, captando mais mercados de longo curso, como Portugal, para estadias mais longas e uma maior imersão no destino”.

*Turisver.com em Macau a convite da APAVT