43º Congresso APAVT: Taxas das companhias de aviação sobre GDS são “tentativa de oligopólio”

“Estamos perante a tentativa de construção de um oligopólio bem definido”. Foi assim que Pedro Costa Ferreira classificou, na sessão de abertura do 43º Congresso da APAVT que decorre em Macau, a imposição, por parte das companhias aéreas, de taxas sobre as reservas através de GDS.

“Se a razão não é a descida dos custos, e se os prejudicados são, para além da distribuição independente, as companhias aéreas menos fortes, onde se incluem todas as portuguesas, então parece razoável pensar que, através do movimento de consolidação da indústria aérea, estamos perante a tentativa de construção de um oligopólio bem definido”, afirmou Costa Ferreira a propósito da imposição de taxas às reservas em várias companhias aéreas efectuadas através de GDS.

Um oligopólio que, afirmou, “para melhor se constituir e dominar, está a tentar afastar a distribuição independente porque quer evitar a comparação directa de preços, está a limitar a capacidade das companhias aéreas de menor dimensão de vender em mercados exteriores, está provavelmente a lançar as bases de um futuro aumento de tarifas, próprio de um mercado menos competitivo, e com menor capacidade de escolha por parte do consumidor”.

Trata-se ainda, para o presidente da APAVT, de “um ataque à livre escolha do consumidor, que exige ataque à distribuição independente, é certo, mas que afecta tanto a distribuição independente, quanto a TAP ou a SATA” pelo que “parecem existir, entre nós e as companhias aéreas nacionais, mais pontos de contacto do que usualmente se pensa”.

Face àquilo que considerou serem ataques à distribuição, Pedro Costa Ferreira demonstrou a confiança de quem já a muito assistiu nos últimos anos, afirmando que ainda não será desta que se cumprirá a profecia de acabar com a distribuição independente, ou seja, com as agências de viagens.

*Turisver.com em Macau a convite da APAVT