76% dos portugueses não vão viajar no Natal

A maioria dos portugueses vai ficar em casa neste Natal, de acordo com o mais recente estudo do Observatório Cetelem ?Intenções de Compra dos Portugueses no Natal 2013?, que conclui que 76% dos portugueses não vão viajar na época natalícia, 49% dos quais por falta de disponibilidade financeira. No estudo do Observatório Cetelem, apenas 10% dos inquiridos afirmou que vai viajar no Natal, existindo ainda 1% que admite viajar, ainda que o valor estimado para gastos com a viagem não ultrapasse os 169 euros, sem contar com presentes e gastos com a consoada. A maioria dos indivíduos que afirmou que não conta viajar neste Natal pertence à classe média, sendo que, entre os inquiridos com rendimentos mais elevados, apenas 10% alega indisponibilidade financeira para não viajar. Por idades, o estudo verificou também que os inquiridos entre os 25 e 34 anos e entre os 35 e os 44 anos são os que mais se queixam da falta de dinheiro como impedimento para marcar férias, sendo que, em ambas as faixas etárias, a falta de dinheiro é a razão apontada por 22% dos inquiridos. Os jovens são, ainda assim, os que mais apontam o lazer como motivação de viagem, com 29% dos indivíduos das faixas etárias dos 18 aos 24 anos e dos 25 aos 34 anos a admitirem que vão fazer férias simplesmente para passar, sendo a grande maioria de Lisboa (86%). A maioria dos inquiridos que vai fazer férias com o objectivo de estar junto da família pertence à classe média (87%), enquanto dos que têm menos rendimentos apenas 2% pretende ir de férias para encontrar a família, tendo o estudo permitido concluir ainda que os portuenses e os lisboetas são os que menos fazem férias para encontrar a família, com apenas 15% dos inquiridos destas regiões a admitirem essa hipótese. O estudo ?Intenções de Compra dos Portugueses no Natal 2013? foi realizado em colaboração com a Nielsen e aplicado, através de um inquérito quantitativo, a 500 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 3 a 5 de Outubro de 2013. O erro máximo é de +4,4 para um intervalo de confiança de 95%. I.M.