Aberto concurso público para o Hotel da Guarda no âmbito do REVIVE

O anúncio da abertura do concurso público para concessão do direito de exploração do Hotel da Guarda foi publicado esta terça-feira, dia 1 de Agosto, em Diário da República. Este é o terceiro concurso a ser lançado no âmbito do programa REVIVE e os investidores interessados têm agora 45 dias para apresentarem as suas candidaturas.

Como tinha sido já anunciado, o objectivo do concurso agora lançado é que o edifício volte a abrir como unidade hoteleira mas com uma forte componente de formação assegurada em articulação com instituição de ensino da região. O hotel irá assim servir para estágios de alunos de cursos de turismo de instituições de ensino superior da região, promovendo a formação em contexto real de trabalho.

O Hotel da Guarda é um dos 33 imóveis inscritos no REVIVE, uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais, que visa promover os processos de rentabilizaçãoo e preservação de património público que se encontra devoluto.

De acordo com uma nota enviada à imprensa pela Secretaria de Estado do Turismo, “pretende-se, deste modo, tornar este património apto para afetação a uma actividade económica com finalidade turística, de modo a gerar riqueza e postos de trabalho, promover o reforço da atractividade de destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento de várias regiões do país”.

Projectado em 1936 pelo arquitecto Vasco Regaleira, o Hotel Turismo da Guarda, que desde há anos se encontra devoluto e a degradar-se, é um dos edifícios mais emblemáticos daquela cidade. Recorde-se que em 2010, o edifício foi adquirido à Câmara Municipal da Guarda pelo Turismo de Portugal que por ele pagou 3,5 milhões de euros, a fim de ser recuperado e transformado em hotel de charme com escola de hotelaria. O projecto, no entanto, acabaria por não sair do papel, tendo sido abandonado em 2012, data a partir da qual o imóvel caiu no abandono.

Em 2015 a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças realizou uma hasta pública para venda do edifício que ficou deserta. Posteriormente, mas ainda em 2015, o imóvel foi colocado à venda, pelo valor de 1,7 milhões de euros, através de um concurso público de arrendamento com opção de compra, uma operação para a qual chegou a haver uma empresa interessada que, entretanto, desistiu.

Este é o terceiro concurso do Programa REVIVE a ser lançado. Os anteriores foram o do  Convento de São Paulo, em Elvas, cujas obras já se iniciaram, e também o dos Pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha.

Para mais detalhes poe ser consultado o anúncio do concurso no Diário da República em https://dre.pt/application/conteudo/107787673, bem como o site do programa REVIVE em http://revive.turismodeportugal.pt/.