Açores dão conta à diáspora do desenvolvimento turístico do destino

O turismo nos Açores “tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante, não só ao nível do produto gerado, mas também ao nível das oportunidades de emprego e de empreendedorismo que tem propiciado”, afirmou a secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo.

Marta Guerreiro, que falava na Praia da Vitória, no I Encontro Intercalar de Investidores da Diáspora, frisou que esta actividade tem “permitido o desenvolvimento de sectores conexos por via do aumento de vendas de bens e serviços desses sectores, seja a produção agrícola regional, a indústria, o pequeno comércio, o artesanato ou a restauração”.

A titular da pasta do Turismo evidenciou que o sector do turismo tem crescido mais em receitas do que em dormidas, o que considerou ser “sinal de um bom caminho”, demonstrando que o Governo dos Açores tem apostado nos segmentos de mercados “certos”, conseguindo extrair valor desta actividade, tendo referido também a “evolução animadora” ao nível do emprego face aos dados relativos ao final de 2016, com cerca de seis mil colaboradores neste sector, “o que representa, por um lado, um crescimento de 44% face ao final de 2014 e, por outro, 11% do total de emprego nas empresas da Região”.

Na sua intervenção, citada no Portal do Governo Regional, Marta Guerreiro salientou que os Açores “lideraram o crescimento de dormidas e de proveitos da hotelaria tradicional de todas as regiões portuguesas desde 2015”, evidenciando que “o ano de 2017 registou uma variação positiva de 20%, com cerca de 2,4 milhões de dormidas, já considerando os dados com todas as tipologias de alojamento”, o que representa “um marco histórico” para a Região, que ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos dois milhões de dormidas.

Relativamente aos mercados prioritários dos Açores, a Secretária Regional reforçou que “Portugal continental continua a ser o mercado mais relevante”, com um peso, no final do ano passado, que ultrapassava os 41%, seguindo-se a Alemanha, enquanto mercado estrangeiro com maior representatividade, dando nota de que “os EUA e o Canadá têm registado um peso muito especial e, em conjunto, ameaçam já o peso do principal mercado estrangeiro”.

“Neste contexto de crescimento e de procura turística alavancada, com o património ambiental para proteger e para potenciar, tínhamos de estabelecer alguns compromissos com o futuro”, frisou a governante regional, realçando o processo de certificação dos Açores como destino turístico sustentável, que se prevê alcançar no próximo ano, estando a ser desenvolvidos passos nesse sentido, com etapas já cumpridas, nomeadamente a constituição da entidade de Gestora do Destino, a estabilização de políticas de sustentabilidade e a análise dos indicadores de ‘benchmarkting’, havendo ainda “um caminho a percorrer para conseguirmos ter este selo de qualidade associado à Região por via do turismo, mas que se estende, naturalmente, a outros sectores”.