AEA quer que o Céu Único Europeu seja uma prioridade para 2013

A Associação Europeia de Companhias Aéreas (AEA) pediu segunda-feira à Comissão Europeia medidas mais concretas e uma regulamentação reforçada no âmbito do projecto “Céu Único Europeu”, que considera ser uma prioridade para 2013, sob pena de a aviação europeia perder competitividade. De acordo com informação avançada ontem pela imprensa internacional, o presidente da AEA, Bernard Gustin, manifestou o seu descontentamento pelos atrasos na implementação do projecto, cujos primeiros desenvolvimentos datam já de 2004, afirmando que “actualmente o Céu Único não existe na Europa e custa 14 milhões de euros diários”. Para Bernard Gustin, anualmente as companhias europeias gastam cerca de 5,1 mil milhões de euros por ano devido aos atrasos que o processo tem sofrido, o que apenas contribui para “uma erosão permanente da competitividade do transporte aéreo”. O responsável espera um maior compromisso por parte dos Estados membro e um reforço da regulamentação por parte da Comissão Europeia, com o objectivo de fortalecer a economia europeia e a abertura do mercado a serviços auxiliares. A reacção da AEA foi conhecida quando a indústria da aviação discutia, na passada segunda-feira, em Limassol, no Chipre, o caminho a seguir para a realização do projecto, durante uma audiência pública organizada pelo Comité Económico e Social Europeu e na qual o Comissário Europeu dos Transportes, Siim Kallas, apresentou também o novo “Céu Único Europeu II+”, projecto que tem por base a iniciativa já existente mas que inclui novas directivas para a sua implementação. O novo projecto prevê a redução dos custos de operação, a modernização da legislação existente, a melhoria do rendimento operacional e da eficiência institucional como elementos chave para o crescimento económico de que as companhias aéreas europeias tanto necessitam. I.M.