Agências de viagens perdem significado na Europa Ocidental, diz estudo da ITB Berlim

As agências de viagens estão a perder significado nas reservas de viagens face às vendas online na Europa Ocidental, aponta um estudo do World Travel Monitor da IPK International para a ITB Berlim, que revela que, na Grã-Bretanha, 78% das viagens foram reservadas online no ano passado. De acordo com o estudo, desde 2008, a quota de reservas online cresceu 47%, com apenas 15% das reservas actuais a serem realizadas através das agências de viagens, o que, comparado com 2008, representa uma descida de quase dois terços. O mesmo cenário acontece em países como a Itália, França e Holanda, onde a quota de reservas de viagens online se situa entre os 61% e os 67%, enquanto a Alemanha se apresenta como uma excepção, apresentando uma quota de reservas online abaixo da média, cerca de 53%. ?As agências de viagens na Europa Ocidental perderam bastante significado. Se em 2008,em média uma em cada três viagens eram reservadas na agência de viagens, em 2012 foram apenas uma em cada cinco viagens?, refere a ITB Berlim em comunicado. O estudo analisou as reservas de férias em vários países da Europa Ocidental, incluindo também outros mercados, como a China, a Rússia, o Canadá e o Japão, onde a quota de reservas online tem vindo também a crescer fortemente. No caso da China, entre 2008 e 2012, a quota de reservas online mais que duplicou, passando de 19% para 39%, enquanto na Rússia, nos últimos cinco anos, a quota de mercado quase quadruplicou, passando de 9% para 42 por cento, sendo que em 2012 foram efectuadas, pela primeira vez, mais reservas de viagens pela internet do que nas agências de viagens. Ainda assim, nestes países, as agências de viagens continuam a desempenhar um papel fundamental, com 52% todas as viagens ao estrangeiro, na China, a serem reservadas nas agências, enquanto na Rússia 36 por cento das viagens são reservadas através de agência de viagens, o que coloca estes dois países 21% acima da média da Europa ocidental. “A tendência para a internet como ferramenta de reservas evidencia-se, já há alguns anos, em quase todos os mercados. Neste caso, primeiro são reservados os voos, depois o alojamento e ainda o seguro de viagem ou o aluguer de viaturas. As agências de viagens continuam a desempenhar um papel importante como ferramenta de reservas, nomeadamente em países cuja dificuldade de obtenção de vistos é mais complexa e também no caso de viagens de longa distância.” Já em países com maior abertura como o Japão e o Canadá, as reservas online voltam a estar à frente das agências de viagens, com a quota de reservas online a variar entre os 61% e os 67%, tal como em Itália, França e Holanda. I.M.