AHETA: Ocupação média de 2017 no Algarve “ao nível do virar do milénio”

O ano de 2017 ficou marcado no Algarve pelo aumento de 2% na ocupação média e de 12% no RevPar face a 2016. De acordo com a AHETA, as taxas de ocupação médias ficaram “ao nível das verificadas no virar do milénio”. Já para 2018, as expectativas “são de consolidação dos resultados”.

No ano que terminou, a taxa de ocupação média das unidades hoteleiras e empreendimentos turísticos do Algarve situou-se nos 65,5%, mais 2% do que no ano anterior, tendo o volume de negócios subido 9,7%, avança a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, numa informação divulgada esta segunda-feira.

Segundo a mesma entidade, os bons resultados ficaram a dever-se, sobretudo, ao aumento do mercado alemão (+17,8%) e irlandês (6,1%) e ao crescimento de todos os mercados externos com pouca expressão individual nas dormidas, mas que, sublinha a AHETA, foi “suficiente para compensar a grande descida do nosso principal fornecedor de turistas, o Reino Unido (-8,6%)”.

“O aumento dos pequenos mercados (Polónia, Suécia, Bélgica, Suíça, Itália, Dinamarca, Canadá, etc.), aliado à subida ligeira da procura interna (+1,2%), permitiu que, pela primeira vez na história do turismo do Algarve, houvesse resultados positivos, apesar da quebra verificada no mercado britânico”, lê-se na informação divulgada.

À excepção dos hotéis de 5 estrelas (- 5,6%) e da zona de Loulé/Vilamoura/Quarteira/Vale do Lobo/Quinta do Lago (- 5,5%), todas as áreas geográficas do Algarve e todos os tipos de estabelecimentos melhoraram as ocupações médias durante o ano.

O volume de vendas cresceu a um ritmo superior às ocupações, reflectindo a recuperação dos preços, com o RevPar a melhorar 12% para 53€. Já as receitas brutas resultantes da facturação superaram os mil milhões de euros, dos quais cerca de 760 milhões dizem respeito a alojamento.

Fazendo a análise do ano findo, a Associação sublinha que a região recebeu “nos meios classificados oficialmente 4,2 milhões de turistas, dos quais 1,1 milhões foram nacionais, gerando um total aproximado de 20 milhões de dormidas”, acrescentando que, se forem considerados todos os meios de alojamento, classificados ou não, o Algarve terá recebido “mais de 7,1 milhões de turistas, a que correspondem cerca de 35,7 milhões de dormidas”.

Estes números, acrescenta a AHETA, fazem do Algarve a maior região turística nacional e o “principal contribuinte liquido para a rubrica “Viagens e Turismo” do País”.

Relativamente a 2018, a AHETA avança que as perspectivas “são de consolidação, não sendo expectáveis aumentos nas taxas de ocupação, embora o volume de negócios possa crescer ligeiramente, induzido, sobretudo, pelo aumento dos preços verificado nos anos transactos”. A escassez de mão de obra e a recuperação de alguns dos principais destinos concorrentes do Algarve (Tunísia, Egipto, Turquia, Grécia, entre outros) que já marcaram o ano de 2017, são preocupações apontadas pela Associação que apela à “contenção na divulgação dos sucessos turísticos, na medida em que os resultados estatísticos globais não se reflectem de igual modo nas empresas” além de serem “provisórios”.