AHETA pede ao Governo “mais ousadia fiscal”

Em comunicado, a AHETA aplaude a reposição nos 13% da taxa de IVA sobre a alimentação e bebidas e outras medidas contidas no Orçamento de Estado mas lamenta que o mesmo não tenha acontecido com o IVA do golfe.

A descida do IVA sobre a alimentação e bebidas vem contribuir, decisivamente, para melhorar o fundo de maneio das empresas hoteleiras e turísticas do Algarve” que se encontram “descapitalizadas pela asfixia fiscal a que foram sujeitas no passado recente”, afirma a AHETA, recordando que “cerca de 30% da facturação média das empresas hoteleiras do Algarve corresponde a alimentação e bebidas”.

No entanto, a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve lamenta “profundamente” que o Orçamento de Estado não preveja igual descida da taxa de IVA que impende sobre o Golfe, produto que considera ser o que “mais contribuiu para esbater a sazonalidade”, sendo também “um dos principais factores de atracção do turismo residencial e, por essa via, do investimento externo no turismo do Algarve”, afirma a Associação.

No mesmo comunicado, a AHETA congratula-se ainda “com as propostas para atracção de investimento externo” no turismo contidas no OE mas pretende que o Governo vá mais além, introduzindo medidas que permitam uma maior “competitividade fiscal na economia portuguesa em geral e na economia do turismo em particular”.

A AHETA apela ainda às autarquias algarvias para que sejam contidas “ao nível das múltiplas taxas municipais existentes, incluindo o IMI”.