AHETA recusa “alimentar uma guerra norte-sul” sobre a TAP

“Os enormes prejuízos acumulados pela transportadora aérea nacional, embora pagos por todos nós, não podem ser imputados nem à região [do Algarve] nem ao seu turismo” sustenta a AHETA, em comunicado, para indicar que “a nunca teve, não tem e, segundo tudo indica, nunca irá ter uma estratégia direccionada para o turismo do Algarve”.

Mesmo assim “os empresários hoteleiros e turísticos recusam alimentar uma guerra Norte/Sul nesta matéria e esperam, vivamente, que a transportadora aérea nacional consiga ultrapassar os graves problemas financeiros em que se encontra mergulhada”, indica ainda o comunicado da AHETA.

A Associação algarvia lembra que “a TAP representa pouco mais de 3% do movimento anual de passageiros registados no aeroporto de Faro, sendo uma parte significativa de origem doméstica e, por conseguinte, não turístico”, para realçar que “em nome do interesse público” a transportadora aérea nacional e no que à região diz respeito “não tem cumprido o papel a que estava obrigada, tanto mais que o turismo é um sector estratégico e prioritário da economia portuguesa”.

Por outro lado, o comunicado sublinha ainda que “as sucessivas alianças celebradas pela TAP ao longo das últimas décadas foram, claramente, lesivas dos interesses do turismo do Algarve, designadamente no que se refere ao abandono de “slots” em aeroportos considerados estratégicos para a actividade turística regional, como Heathrow, por exemplo”.