AHP: Hotelaria de destinos menos maduros é o que cresce mais

Em Setembro, de acordo com os resultados da AHP Tourism Monitors, a hotelaria nos destinos Oeste (mais 9,5 p.p.), Alentejo (mais 7,7 p.p.) e Leiria/Fátima/Templários (mais 6,9 p.p.) foi a que registou o crescimento muito expressivo da taxa de ocupação, em variação homóloga.

No mês em análise, taxa de ocupação quarto subiu 2,2 p.p., em comparação com Setembro de 2016, atingindo os 88%. Por destinos turísticos, cabe ao Porto (93%), à Madeira e a Lisboa (92%) a maior taxa de ocupação.

O preço médio por quarto ocupado fixou-se nos 101 euros, representando mais 15% do que no período homólogo, enquanto o RevPar registou igualmente um crescimento expressivo de 18%, face ao mesmo mês do ano anterior, fixando-se nos 89 euros, com os destinos turísticos Lisboa (124 euros), Algarve (99 euros) e Estoril (93 euros) a registarem os valores de RevPar mais elevados. Em termos de variação, os destinos Oeste (mais 29%), Leiria/Fátima/Templários (mais 28%) e Lisboa (mais 26%) foram os que mais cresceram no mês de Setembro, de acordo com a ferramenta exclusiva de recolha de dados da hotelaria nacional trabalhados mensalmente pela AHP

Em Setembro, a receita média por turista no hotel obteve um aumento de 13% face a 2016, fixando-se nos 144 euros.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, comenta estes resultados, destacando o facto de que, em termos de taxa de ocupação, “estamos a assistir a um grande crescimento de destinos ‘menos maduros’ como o Oeste, Alentejo ou Leiria/Fátima/Templários e que este mês registaram subidas entre os 7 e os 10 p.p. e fecharam o mês a rondar os 80%”.