AHP: PENT deve incluir novos produtos e estratégias

No dia em que terminou a discussão pública do PENT (ontem, 30 de Janeiro), a Associação da Hotelaria de Portugal veio chamar a atenção para a necessidade de o Plano Estratégico Nacional do Turismo dever ainda incorporar algumas ideias importantes. Enviado ao Gabinete da Secretária de Estado do Turismo, ao Turismo de Portugal e à Confederação do Turismo Português, o parecer da AHP alerta para a necessidade de incluir no PENT alguns novos produtos em regiões como o Algarve, o Alentejo ou o Centro, bem como novas estratégias de abordagem aos mercados. “A indústria hoteleira, sendo a de maior peso no sector turístico, não pode ficar de fora da definição da estratégia do turismo nacional. Por isso, reforçámos os nossos contributos daquelas que são para os nossos associados as linhas que devem orientar essa definição estratégica a nível nacional”, explica Miguel Júdice, presidente da AHP. No caso do Algarve, a AHP entende que “não podemos continuar a promover o produto Sol & Mar no inverno e pensar que a solução é aumentar o número de voos nessa época”. Neste âmbito, a solução passa, diz Miguel Júdice, pelo desenvolvimento de “novos produtos”, por “uma visão diferente do destino” e por “novas estratégias de abordagem aos mercados”. Quanto à região Centro e ao Litoral alentejano, a AHP considera importante que haja uma referência ao turismo de negócios, dadas as infra-estruturas existentes, bem como ao turismo desportivo, pela “necessidade de rentabilizar centros existentes para Estágios Desportivos, considerando-os como parte de um novo “Produto Desportivo”. A AHP reputa ainda de fundamental a existência de “um correcto planeamento da oferta do alojamento turístico por todo o país, claramente sobre capacitada”. “Tratando-se de um documento estratégico, não obstante o seu horizonte de curto prazo, foi com estranheza que constatámos que o documento não faz qualquer referência ao novo período de programação financeira 2014-2020, numa altura em que as prioridades estratégicas de desenvolvimento regional estão em reflexão”, finaliza Miguel Júdice. M.F.