AHP quer manter IVA reduzido na hotelaria para não comprometer competitividade

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) concorda com a recomendação do FMI para que passem a existir apenas duas taxas de IVA mas diz que é preciso ter uma “visão estratégica” e por isso lembra que o turismo deve ser encarado como um sector exportador que, como tal, deve manter uma taxa reduzida, de forma a não comprometer a competitividade da hotelaria nacional. “É preciso ter visão estratégica e os sectores exportadores são hoje dos poucos que ainda podem atrair investimento de capital e funcionar como pilares chave no desenvolvimento da economia. O Turismo é disso um excelente exemplo, principalmente a hotelaria, em que 2/3 do total das dormidas são de estrangeiros afirma Miguel Júdice, presidente da AHP, citado em comunicado da associação. Apesar de concordar com o FMI em relação à existência de apenas duas taxas, a AHP discorda que a taxa reduzida seja apenas aplicada às necessidades básicas de consumo e diz mesmo que a visão do FMI é contraditória, uma vez que este organismo considera que as taxas de IVA reduzidas não são um instrumento orientado para a prestação de apoio social. “Os hoteleiros não se revêem, nem aplaudem, declarações entretanto emitidas por associações de outros subsectores da actividade turística. A estratégia para os sectores exportadores – particularmente o turismo – tem de passar pela consideração do ambiente fiscal e especialmente por taxas de IVA atractivas, como factores essenciais para competir internacionalmente, captar investimento, sustentar e criar postos de trabalho”, acrescenta Miguel Júdice, considerando que o turismo “representa uma enorme oportunidade económica que pode contribuir para o reequilibro da economia nacional”. A AHP lembra ainda que o Relatório “Exportação, Valor e Crescimento”, lançado em Setembro passado pela Caixa Geral de Depósitos, apontava que “no seu conjunto e na sua diversidade, a vasta aglomeração transversal de actividades que em Portugal se aglomeram em torno das viagens e turismo constitui a principal base de exportação da economia nacional, que ocupa a melhor posição competitiva entre as principais actividades transaccionáveis nacionais em termos de benchmarking internacional e que tem resistido melhor à concorrência das economias emergentes”. I.M.

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