AHP Tourism Monitors: Lisboa e Porto com a maior taxa de ocupação e RevPar

O AHP Tourism Monitors relativo ao passado mês de Outubro mostra o crescimento expressivo do RevPar, com variação homóloga a nível nacional, com destaque para os destinos Leiria/Fátima/Templários (+47%), Costa Azul (+29%) e Beira (+26%).

Em Outubro de 2017 a taxa de ocupação quarto em Portugal cresceu 2,1 pontos percentuais, comparativamente ao mesmo mês do ano passado, atingindo os 79%. Por destinos turísticos cabe a Lisboa (92%), ao Porto (87%) e à Madeira (84%) a maior taxa de ocupação, com este último a registar um decréscimo, em variação, de 4,4 p.p., resultado também dos ventos que condicionaram a operação no Aeroporto Cristiano Ronaldo no início de Outubro.

O ARR fixou-se nos 90€, representando mais 15% do que no período homólogo do ano anterior. Os destinos turísticos Leiria/Fátima/Templários e Lisboa (+23%) e Açores (+19%) registaram os maiores crescimentos neste indicador. Destaque para as 4 estrelas, onde a variação foi de mais 18%, face a Outubro de 2016. O RevPar cresceu na ordem dos 18%, face a Outubro de 2016, fixando-se nos 71€, com os destinos turísticos Lisboa (199€), Grande Porto (74€) e Estoril (70€) a registarem os valores mais elevadores.

A receita média por turista no hotel obteve um aumento de 8% face a 2016, fixando-se no 129€. Lisboa (+24%) foi, novamente, o destino que mais cresceu, seguido dos Açores (+22%) e de Leiria/Fátima/Templários (+18%). A estada média fixou-se nos 1,95 dias, menos 1% do que em igual período de 2016. Madeira (5,40 dias), Açores (3,22) e Algarve (2,86) foram os destinos que apresentaram valores mais elevados. Contudo, a Madeira e o Algarve registaram uma queda homóloga de 10% e 3%, respectivamente, em variação, neste indicador.

“Outubro foi globalmente bom para a hotelaria nacional”, afirma Cristina Siza Vieira, presidente executiva a Associação da Hotelaria de Portugal, para continuar: “apesar dos incêndios, os destinos do centro do país continuam na rota ascendente de afirmação, tendo a hotelaria local registado o segundo maior crescimento a nível nacional em variação na TO (+7,4 p.p.)”. “Sem prejuízo de as grandes cidades terem sido as campeãs dos resultados absolutos, esta procura por outras regiões está a mostrar que a aposta na diversificação está a ganhar terreno”, conclui.