AHRESP insiste na descida do IVA e diz que restauração não aguenta até 2014

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) volta a insistir na descida do IVA para a restauração, afirmando que, ?passado o Verão, muitos operadores não conseguirão manter-se em actividade?, voltando por isso a solicitar ao Governo que inscreva o retorno do IVA à taxa de 13% já no Orçamento de Estado Rectificativo. ?As contas estão feitas e refeitas. É uma evidência que o aumento do IVA na Restauração para 23% provocou uma onda de destruição do tecido empresarial do sector e que o saldo dessa medida nas contas públicas será este ano francamente negativo, com o Estado a perder centenas de milhões de euros que se juntam ao aumento explosivo do número de falências e do desemprego?, salienta Mário Pereira Gonçalves, presidente da AHRESP. A associação volta agora a realizar uma ronda de audiências junto do Governo, dos diferentes partidos, grupos parlamentares e da comissão de Orçamento e Finanças, com o objectivo de que a descida do IVA seja inscrita já no próximo Orçamento de Estado Rectificativo. Para o Mário Pereira Gonçalves, ?o sector da restauração não aguenta até 2014?, considerando que depois do Verão ?muitos operadores não conseguirão manter-se em actividade, esgotadas que estarão todas as reservas de capital que os empresários têm vindo a injectar nos seus negócios?, existindo mesmo o risco de que ?mais alguns restaurantes emblemáticos? sejam obrigados a fechar as portas, o que ?coloca em risco o património gastronómico e cultural do país?. A AHRESP voltou a encomendar um estudo independente que mostra que o Estado está a perder dinheiro com o IVA à taxa máxima de 23%, no qual é apontado que a manutenção da taxa nos 23% determinará custos adicionais com subsídio de desemprego (cerca de 320 milhões de euros) e a redução de receita com a TSU e o IRS não liquidados, originando uma perda agregada de 274 milhões de euros nas contas do Estado. A AHRESP pretende também que o Governo cumpra as recomendações da Directiva Comunitária 2009/47/CE, documento que aconselha vivamente a promoção da aplicação da taxa reduzida do IVA nos serviços de Alimentação e Bebidas, na certeza de que tal medida será geradora de forte empregabilidade e de combate à economia paralela. I.M.