AHRESP preocupada com novo regulamento de Protecção de Dados

A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, considera “exigentes e desproporcionais” as obrigações previstas no novo Regulamento de Protecção de Dados a que as empresas estarão obrigadas a partir de 25 de Maio. O tema foi abordado na audiência que a Associação teve com a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa.

A discussão do novo Regulamento de Protecção de Dados foi um dos temas abordados na audiência da AHRESP com a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa e a secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa que, diz a Associação, “tomaram a devida nota da apreensão da AHRESP quanto à problemática da aplicação do RGPD”.

Este é, aliás, um tema que preocupa a Associação, pelos efeitos que poderá ter dada a complexidade do processo que integra 173 considerandos e 99 artigos.

A AHRESP recorda que a partir de 25 de Maio “todas as empresas estão obrigadas a estar conformes às obrigações previstas no Novo Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados (RGPD), um regulamento que “vai implicar um complexo e oneroso processo de adaptação por parte de todas as empresas, incomportável e injustificado para muitas delas, em especial no que diz respeito a micro e PME’s, que representam 99,9% do nosso tecido empresarial”, afirma a Associação.

“A este cenário de obrigações exigentes e desproporcionais junta-se a previsão de elevadas coimas, que podem ascender aos 20 milhões de euros, e o “assédio” por parte de prestadores de serviços nesta área a que já estão sujeitas as nossas empresas”, afirma Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP.

A responsável sublinha ainda que este será “um novo custo de contexto, que se prevê tenha um impacto muito negativo ao nível operacional/produtivo das próprias empresas, que, além do encargo financeiro que comporta, serão agora obrigadas a canalizar muitos dos seus esforços e recursos para a realização de processos meramente administrativo-burocráticos”.