Air China à conquista do mercado português

A Air China apresentou-se esta terça-feira ao trade em Lisboa, dia em que também foi dado a conhecer que a companhia passa a ser oficialmente representada em Portugal pela Summerwind. A companhia que segundo Peter Han, director-geral para Portugal e Espanha, cresceu 15% o ano passado em número de passageiros portugueses, quer a partir de agora ganhar a confiança do mercado e continuar a crescer.

  

Criada em 1988 e membro da Star Alliance desde 2007, a Air China tem uma frota de 603 aviões com uma idade média de 6,2 anos e dos quais 482 são wide body. Opera 382 rotas próprias para 103 destinos internacionais, 16 regionais e 263 domésticos e oferece 266 voos semanais para 18 cidades europeias, entre as quais se contam Madrid e Barcelona.

Voar directamente para Portugal “é uma possibilidade” segundo garantiu Peter Han que no entanto deixou tudo em aberto, sem se comprometer com prazos. Isto não significa que a companhia não entenda o mercado português como de importância, antes pelo contrário, com o director-geral para o mercado ibérico a sublinhar, em declarações à imprensa, que “para permitir melhores conexões de Lisboa e do Porto, vamos alterar, já a partir desta sexta-feira, o horário dos nossos voos à partida de Madrid”.

A companhia chinesa tem acordos, nomeadamente de corde-share, com várias companhias europeias e coloca na segurança e fiabilidade os seus principais focos. João Moreira Baptista, da Summerwind, destacaria, em declarações à imprensa que “a Air China é sinónimo de segurança”, um tópico em que a companhia coloca a “fasquia ao mais alto nível”. E deu exemplos: a bordo vão sempre quatro pilotos e os voos têm autonomia acrescida, o que significa que o seu combustível pode fazer mais duas horas de voo, pelo menos.

Outro aspecto importante é o acordo de joint venture que liga a Air China à Lufthansa, o que na prática significa que a companhia de bandeira chinesa assume as mesmas políticas da congénere alemã.

Em declarações à imprensa, João Moreira Baptista, da Summerwind, avançou que o maior desafio que se coloca à  representação da companhia em Portugal é torná-la conhecida do mercado corporate e ganhar a sua confiança. Na divulgação da companhia ajuda de alguma forma, confessa, que o congresso da APAVT se realize este ano em Macau. A Air China vai ser um dos parceiros do evento no qual foi convidada a participar pela APAVT, conforme anunciou Pedro Costa Ferreira, e embora não tenha figurado logo de início no conjunto de transportadoras do congresso, “vai também ter uma tarifa especial para os congressistas”.