Air France – KLM compra 31% da Virgin Atlantic

Em comunicado, a Air France-KLM anunciou esta sexta-feira que vai adquirir 31% do capital da Virgin Atlantic, numa operação que pressupõe um investimento de 246 milhões de euros. Em simultâneo realizará um aumento de capital de 751 milhões de euros decorrente da aquisição de novas acções pela Delta e pela China Eastern.

Trata-se, segundo a Air France-KLM, de reforçar “as suas parcerias estratégicas” com a “criação de uma parceria global entre a Air France-KLM, a Delta Air Lines e a Virgin Atlantic” e com “o fortalecimento da parceria com a China Eastern Airlines”.

No seu conjunto, as duas alianças incluem a compra de 31% na Virgin Atlantic e a aquisição, por parte da Delta e da China Eastern de participações de 10% cada uma na Air France-KLM “através da subscrição de novas acções em aumentos de capital que totalizam os 751 milhões de euros”, lê-se no comunicado.

No primeiro, caso, concluído o negócio, o que se prevê possa acontecer em 2018, a Air France-KLM “tornar-se-á a segunda maior accionista da Virgin Atlantic, a seguir à Delta que detém 49%, e vai ter o mesmo nível de representação que a Delta no Conselho de Administração”.

A Air France-KLM e a China Eastern vão aprofundar a sua cooperação comercial para “garantir e reforçar a presença da Air France-KLM no mercado chinês” e “dar à Air France-KLM uma posição de liderança europeia em Shangai”, entre outros objectivos.

No comunicado, a Air France-KLM refere que o acordo agora firmado com a Delta, que já detém uma participação de 3,2% na China Eastern Airlines Corporation Limited, “não põe em causa as parcerias existentes entre a Air France-KLM e a China Southern”.

O memorando de entendimento foi assinado esta sexta-feira e nele se estabelecem as bases para “uma futura combinação das parcerias existentes em primeiro lugar entre a Air France-KLM, a Delta e a Alitalia e, em segundo lugar, entre a Delta e a Virgin Atlantic numa única parceria. Não obstante a Air France-KLM sublinha no comunicado emitido que os acordos com a Delta e com a China Eastern, ambos válidos por 25 anos, foram assinados separadamente, não existindo nenhuma acção concertada.