Airbus propõe assentos maiores em viagens de longo curso

A dimensão dos assentos é um dos factores que mais interferem com o conforto dos passageiros nas viagens de longo curso, em classe económica, segundo uma pesquisa da Airbus, que está a desafiar a indústria da aviação a adoptar um limite mínimo de 18 polegadas (45,72 cm) na largura dos assentos, com o objectivo de melhorar o conforto nas viagens de longo curso. O estudo da Airbus, que foi conduzido pelo London Sleep Centre, recorreu ao uso da polissonografia para monitorizar o sono de um grupo de passageiros seleccionado, concluindo que um assento com 18 polegadas melhora o sono em 53%, quando comparado com os tradicionais assentos de 17 polegadas, muito usados na década de 50. ?A diferença é significativa. Todos os passageiros experienciaram um sono mais profundo e mais descansado nos assentos de 18 polegadas. Passaram de uma primeira fase do sono para outra, de uma forma perfeitamente tranquila. Enquanto nos assentos de 17 polegadas, os passageiros foram afectados por vários distúrbios durante o sono?, refere Irshaad Ebrahim, do London Sleep Centre. Em comunicado, a Airbus sublinha que os voos de longo curso aumentaram 70% nos últimos cinco anos, prevendo-se que continue a aumentar ao longo dos próximos anos, prevendo-se que as companhias de aviação recebam 29.220 novos aviões de passageiros e de carga para fazer face ao aumento da procura. ?Se a indústria da aviação não tomar medidas agora, corremos seriamente o risco de comprometer o conforto dos passageiros em 2045 ? especialmente se levarmos em consideração os prazos de entrega das aeronaves, combinados com o tempo em que essas aeronaves estarão ao serviço. Isto significa que a próxima geração de passageiros ficará confinada a assentos concebidos com normas ultrapassadas?, alerta Kevin Keniston, responsável da Airbus pela área de conforto dos passageiros. A Airbus tem mantido os assentos de classe económica dos aviões de longo curso num mínimo de 18 polegadas, o que não tem acontecido com outros fabricantes aeronáuticos, que têm voltado ?aos estreitos assentos de 17 polegadas usados na década de 50?, diz a Airbus, que refere, no entanto, que ?as alterações dos índices de massa corporal e das perspectivas do espaço têm levado várias indústrias (lazer, automóvel, etc) a repensar a largura dos assentos?. I.M.

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