AL contribuiu para a dinamização das regiões Norte, Centro e Alentejo

Um estudo, que pretende dar a conhecer com mais detalhes a realidade e o crescimento do Alojamento Local no Norte, Centro e Alentejo, inclui que a conversão de imóveis para este tipo de alojamento contribuiu para a dinamização das três regiões.

O projecto, promovido pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em parceria com o ISCTE, a Sítios, com o co-financiamento do COMPETE 2020 e no âmbito do Programa QUALITY, realizou-se a partir de um levantamento exaustivo de informação à semelhança do que foi feito anteriormente na Área Metropolitana de Lisboa, e integrou três estudos de caracterização – imóveis, hóspedes e empresários.

No Norte, que concentra em si a maioria (52%) das unidades de AL das três regiões em análise neste estudo, destaca-se o distrito do Porto com 69,4% dos estabelecimentos. Na zona do Porto e arredores, 68% das unidades são apartamentos e 23% moradias, com prevalência de unidades até 2 quartos com capacidade até 6 pessoas. Os imóveis são sobretudo de posse efectiva (53%), com apenas 39% dos inquiridos a revelar ter adquirido propositadamente para AL. No que se refere à origem dos hóspedes, a maioria é espanhola (34%), seguida da portuguesa (28%) e as reservas são provenientes de casais ou jovens. A localização é o factor principal na avaliação dos hóspedes, que valorizam também a gastronomia, simpatia e hospitalidade.

No Centro, com 31% dos alojamentos do universo em estudo, destacam-se os distritos de Leiria (com o peso que advém de Fátima, com 40%), de Aveiro com (21%) e de Coimbra (16%) e predominam os apartamentos (46%) face às moradias (34%). Em relação à procura, os portugueses são a nacionalidade mais presente, seguidos dos ingleses, brasileiros e alemães. Os hóspedes do Centro valorizam mais o clima (55%), a gastronomia (49%) e a simpatia/hospitalidade (44%). A taxa de ocupação no Centro tem vindo a crescer significativamente nos últimos anos: aumentou cerca de 36% (passou de 29,5% para 40,4%) em cinco anos. O nível de investimento inicial dos proprietários é mais baixo do que no Norte, com 44% dos proprietários do Centro a investir apenas até 10 mil euros (excluindo a aquisição). A sazonalidade do negócio é tida como o principal obstáculo bem como a carga fiscal.

Por sua vez, Alentejo detém pouco mais de 17% dos AL em estudo, sendo a menor região de Portugal Continental em termos de unidade registadas no RNAL. Setúbal é o distrito preponderante (44%) e Grândola (34%) o concelho. Há nesta região um forte desempenho do turismo interno – 37% dos hóspedes são portugueses, 33% são brasileiros e 22% são alemães. As famílias predominam e a gastronomia (67%) e o clima (60%) são factores essenciais à escolha da região.