Algarve ganha nova marca para o turismo de natureza

O Algarve vai passar a contar com um nova marca para potenciar o turismo de natureza na região, num projecto que está a ser desenvolvido por três associações de desenvolvimento local algarvias, denominado “Puro Algarve”. O projecto vai ter como montra uma plataforma digital multimédia, disponível a partir de 30 de Março, onde os visitantes vão poder pesquisar recursos específicos e escolher os circuitos que podem fazer, bastando descarregar informações, ou agendar visitas guiadas em todo o Algarve. “Temos recursos e potencialidades fenomenais que ainda não estão a ser utilizadas de forma sustentável”, disse à Lusa Artur Gregório, um dos coordenadores do projecto, sublinhando que o projecto visa tornar o sector do turismo de natureza mais estruturado, mais organizado e ajudar o Algarve a combater a sazonalidade turística e a afirmar-se como destino turístico completo. O responsável, que pertence à associação InLoco, explicou que o projecto prevê a criação de uma marca regional para o turismo de natureza, resultando de “dois projectos de cooperação no âmbito do PRODER-Programa de Apoio ao Desenvolvimento Rural que as associações de desenvolvimento local Vicentina, InLoco e a Associação Terras do Baixo Guadiana já estão a trabalhar há dois anos”. O projecto prevê também a promoção dos pequenos prestadores turísticos e produtores artesanais, dos cuidadores de paisagens e do património, com os responsáveis pelo projectos a preverem que, numa primeira fase, exista a adesão de um grupo de 36 prestadores de serviços, artesãos e produtores. “Estamos a criar um sistema que permita não só estimular a qualidade dos aderentes à marca como também a criar essa imagem exterior de qualidade para tudo o que são produtos, serviços e locais dignos de ostentar a marca “Puro Algarve””, refere Artur Gregório. Depois de terem sido escolhidos os locais e produtos que se destacam pela qualidade, originalidade e personalidade, os promotores criaram rotas e circuitos temáticos com base na gastronomia, paisagens, produtos locais, património e história regional. “Entendemos o turismo de natureza numa perspetiva não restrita. Não é apenas aquele turismo que se faz nos parques naturais, mas todo o tipo de atividades lúdico-recreativas que se fazem dependentes das condições ambientais e culturais específicas de cada local”, contou Artur Gregório. O projecto contou com um apoio de cerca de 300 mil euros provenientes do PRODER e que vão permitir ainda o investimento na promoção do projecto e no site, que será traduzido para inglês, francês, alemão e espanhol, além de português. Em curso está já um segunda fase de candidaturas aos fundos PRODER, com vista à consolidação do projecto, bem como à capacitação e dinamização das empresas parceiras, trabalho que Artur Gregório espera que esteja já concluído em Outubro, com a participação de todos os produtores na Bienal de Turismo de Natureza, em Aljezur. I.M.