Algarve: Resultado turístico em 2016 ultrapassou expectativas das empresas

Com a taxa de ocupação média anual a crescer 7% face a 2015 e o volume de negócios a aumentar 13,2%, os resultados do ano turístico no Algarve, segundo a AHETA, ultrapassaram as expectativas empresariais, sendo expectável que em 2017 se mantenha um “bom ritmo” de crescimento.

Dados divulgados esta segunda-feira pela AHETA dão conta de um aumento de 7% na ocupação média anual face a 2015, totalizando 64,4%, enquanto o volume de negócios subiu 13,2% em termos homólogos. O RevPar (rendimento por quarto disponível) melhorou 17,7% situando-se, em 2016, nos 46,2 €/dia, Face a este números, a AHETA fala de “recuperação dos preços praticados, muito esmagados desde a crise internacional de 2008”.

Na base desta evolução positiva estiveram os mercados internacionais, nomeadamente o britânico que subiu 14,7%. No pólo oposto estiveram os mercados nacional (-9,5%) e espanhol (-10,4%). Os hotéis de 4 estrelas e os aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 e 4 estrelas foram os que apresentaram melhor performance, com os hotéis de 5 estrelas a manterem a ocupação embora melhorando as receitas.

A Associação refere igualmente que os vários meios de alojamento classificados do Algarve receberam 3,9 milhões de turistas, dos quais cerca de um milhão foram nacionais, a que corresponderam mais de 19,5 milhões de dormidas. Se forem considerados todos os meios de alojamento (classificados e não classificados oficialmente, segundas residências, casas de familiares e amigos), a região terá recebido 6,8 milhões de turistas responsáveis por 34 milhões de dormidas, um número que, segundo a AHETA, faz do Algarve “a maior e mais importante região turística do nosso país” e “o principal contribuinte líquido para a rúbrica “Viagens e Turismo” do País, cujo montante ascendeu a 12,6 mil milhões de euros no ano em análise, tendo a região sido responsável por cerca de 50% deste montante.

Para a AHETA, os resultados devem-se “essencialmente” à deslocalização de fluxos turísticos de destinos como a Turquia e o Magreb.

A descida do IVA sobre a restauração foi um dos factores que “mais influenciaram positivamente os resultados das empresas”, embora factores como a carga fiscal excessiva e a desvalorização da libra, tenham levado a que estes não fossem ainda melhores.

Aspectos negativos em 2016 foram vários, com a AHETA a destacar o aumento das taxas aeroportuárias, a subida do petróleo e o aluguer ilegal de alojamentos turísticos. A estes a Associação soma a indefinição sobre a requalificação da EN 125, “os insucessos” do Algarve 365, o anúncio do lançamento de taxas turísticas concelhias, e a falta de mão-de-obra.

As previsões para 2017 apontam para um crescimento de 3,1% na ocupação e 6,1% no volume de negócios, com os preços a subirem 3%. Desta forma a AHETA antevê que “as empresas hoteleiras e turísticas do Algarve atinjam, em 2017, pela primeira vez desde o virar do século, taxas de ocupação / ano próximas dos 65%, ou seja, permitindo aos empresários passar a gerir a política de preços e, por essa via, os resultados finais e a rentabilidade dos seus investimentos, o que não se verifica desde 2001”.