ANA apoia mais rotas, frequências e lugares sem Lisboa

O novo plano de incentivos da ANA Aeroportos de Portugal visa apoiar as companhias aéreas que de forma sustentada mais contribuam para o crescimento do tráfego e desenvolvimento da rede de destinos nos aeroportos nacionais. De fora fica o Aeroporto de Lisboa “por questões de estratégia comercial, onde apenas se vai aplicar o sistema de apoios de marketing para promoção da procura”.
Assim, o novo sistema de incentivos está “claramente vocacionado para apoio à oferta de mais rotas, frequências e lugares”, entrando em vigor já no final deste mês, ou seja, na temporada de Verão IATA.
De acordo com a ANA, o plano foi “especialmente desenhado para apoiar três vertentes”: companhias aéreas que, utilizando o mesmo número de movimentos, aumentem o número de passageiros transportados (por aumento de load factor ou da capacidade da aeronave); aumento de frequências em rotas já servidas, promovendo a diversificação de oferta de companhias e horários; e a abertura de novas rotas para o aeroporto, alargando a rede de destinos servidos.
Para que este crescimento de tráfego seja “sustentado, a atribuição dos incentivos aplica-se por crescimento do número de passageiros e aumento de frequências sujeitos ao crescimento efectivo das companhias e das rotas operadas”.
Ainda no que ao funcionamento do programa diz respeito, para a ANA este novo sistema tem aspectos diferenciadores, como o facto de ser um sistema com estrutura comum para todos os aeroportos rede ANA (com excepção de Lisboa), “flexível e adaptável à estratégia e objectivos de desenvolvimento de cada aeroporto”, e que assenta numa “diferenciação dos apoios em função da capacidade dos aeroportos (períodos diários pico/não-pico); da sazonalidade da procura; e dos mercados a incentivar”.
Complementarmente, os incentivos ANA integram um sistema de apoio à promoção da procura – apoios de marketing – utilizados parcialmente em articulação com o Turismo de Portugal, através do protocolo assinado a 23 de Fevereiro de 2015.
De acordo com a ANA, o novo plano foi idealizado tendo em conta “a situação estruturalmente diferente que vivemos”. Para além do clima de “incerteza económica, o número de oportunidades para abertura de novas rotas é menor e para mercados mais desafiantes do ponto de vista do desenvolvimento da procura, quer turística, quer por outras motivações associadas ao outbound”.
S.C.F.