ANA tem até meados de Agosto para apresentar proposta para aeroporto no Montijo

ANA Aeroportos de Portugal tem até meados de Agosto para apresentar ao Governo proposta para uma aeroporto complementar ao de Lisboa na base aérea do Montijo, com vista a aumentar a capacidade do Aeroporto Humberto Delgado, de acordo com o memorando de entendimento assinado esta quarta-feira.

O Governo reconhece o Montijo como a solução mais vantajosa para a capacidade aeroportuária adicional e a ANA compromete-se a desenvolver os estudos adicionais necessários, em colaboração com as diversas entidades, como os municípios da região e a Força Aérea, que passam, nomeadamente, pela necessidade de garantir o uso militar e civil no Montijo, análise dos impactos ambientais e à identificação das necessárias acessibilidades para garantir a correcta integração da infra-estrutura.

A expectativa do executivo é que a obra possa arrancar no início de 2019 e que a entrada em funcionamento do Montijo como aeroporto complementar aconteça até 2022. Isto porque Lisboa já atingiu os 22 milhões de passageiros e o Governo procura uma solução complementar.

“No prazo de 180 dias contados da presente data” deve ser apresentado “um relatório com a proposta de alternativa da concessionária ao novo aeroporto de Lisboa, baseada no desenvolvimento de capacidade aeroportuária complementar no Montijo”, diz o texto do acordo citado pela Lusa, que acrescenta que a gestora dos aeroportos portugueses tem que considerar o local proposto para o desenvolvimento das infra-estruturas, a estimativa dos custos, soluções de financiamento da construção e a duração e conclusão da construção.

Por outro lado, conforme a mesma fonte, a ANA irá apresentar um novo plano director para a expansão da capacidade do Aeroporto Humberto Delgado, que irá substituir o anterior Plano de Desenvolvimento do Aeroporto de Lisboa, numa análise comparativa com a hipótese de construção do novo aeroporto de Lisboa.

Segundo o memorando de entendimento assinado entre o Governo português e Vinci Airports, a ANA compromete-se ainda a promover a redução da utilização do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para parqueamento de longa duração e a promover a utilização de áreas disponíveis para parqueamento temporário de aeronaves.

Entretanto, Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, no dia da assinatura do memorando de entendimento, sugeriu que a nova estrutura aeroportuária tivesse o nome do antigo Presidente da República Mário Soares.

Dez anos depois de ter sido equacionada a hipótese “Portela+1”, entretanto abandonada em 2008, as companhias aéreas foram as primeiras a pedir rapidez no aumento da capacidade do aeroporto de Lisboa. O plano director que está a ser desenvolvido pela ANA, juntamente com as demais partes interessadas, permitirá expandir a capacidade do sistema aeroportuário, acompanhando o desenvolvimento estratégico das companhias aéreas.

Refira-se que vários estudos já realizados concluíram pelas vantagens do Montijo em relação às opções alternativas. Um grupo de trabalho estabelecido pelo Governo concluiu também a favor da validade e capacidade desta solução em termos de navegação aérea civil.