Ana Mendes Godinho garante não mexer no modelo de organização regional do turismo

A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, que visitou o Alentejo esta terça-feira, garantiu que não vai “mexer” na organização das entidades regionais de turismo (ERT), definida pelo anterior Governo e em vigor desde 2013. Pelo contrário, disse, a prioridade “é estabilizar o modelo”.

“O que pretendemos é que haja estabilidade do modelo, com afinações em função de estratégias, para garantir que o trabalho se desenvolva com normalidade”, afirmou a secretária de Estado, que considera importante que as entidades “tenham alguma estabilidade” para “continuarem a desenvolver, de forma normal, o seu papel fundamental na dinamização dos destinos”.

Ana Mendes Godinho falava aos jornalistas num hotel de Évora, depois de visitar a Amieira Marina, no concelho de Portel, e algumas unidades de alojamento do distrito e de reunir com entidades públicas e empresários e associações do sector no Alentejo.

António Ceia da Silva, presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, também em declarações aos jornalistas, aplaudiu a decisão da secretária de Estado, defendendo que “não se pode estar a mudar todos os dias os destinos turísticos”, consoante a chegada de um novo Governo.

Recorde-se que o actual modelo de organização das ERT entrou em vigor a 24 de Maio de 2013, reduzindo para cinco (Porto e Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) as 11 entidades regionais de turismo então existentes.

A governante foi conhecer de perto o potencial e as fragilidades do território, assim como os projectos e as estratégias que estão a ser implementadas.

A secretária de Estado do Turismo teve um encontro com a direcção da Turismo do Alentejo / Ribatejo. Na ocasião, Ceia da Silva deu a conhecer a Ana Mendes Godinho estratégia regional para o Turismo do Alentejo/Ribatejo 2014-2020 e os propósitos dos Planos Operacionais Estratégicos que estão a ser desenvolvidos para diferentes produtos turísticos.

A oportunidade foi aproveitada também para apresentar alguns problemas como o atraso da execução do novo quadro comunitário, o reforço da capacidade financeira das Entidades Regionais de Turismo e a necessidade de reforço das competências em matérias como licenciamentos, fiscalização e acompanhamento de projectos.