Ano turístico ultrapassou expectativas, diz António Loureiro

Ao contrário do que se podia prever no início do ano, 2013 acabou por se revelar um bom ano turístico para o sector das viagens, com Portugal a crescer acima da média europeia. Segundo António Loureiro, director regional da Travelport Portugal, Brasil e Espanha, o crescimento atingiu tanto o lazer como o corporate, que ?explodiu desmesuradamente?. Ao Turisver.com, António Loureiro começou por sublinhar que ?no início do ano, nada fazia prever o ano que acabámos por ter? e que só a partir de Abril, Portugal descolou, encontrando-se neste momento ?com uma taxa de crescimento de 8% face ao ano passado, quando o que esperávamos era, pelo menos, um comportamento flat?. Assim, afirma o director regional da Travelport Portugal, Brasil e Espanha, ?as perspectivas foram ultrapassadas e os resultados quase que pulverizaram todos os recordes de crescimento que tivemos dentro da zona Euro?. E destaca mesmo que o único país que alinhou neste crescimento foi a Grécia. Referindo-se aos três mercados que dirige, António Loureiro diz que ?em Janeiro, Espanha estava definitivamente mal?, e que o Brasil ?estava pujante?. Só que ?o Brasil, apesar de ter crescido no sector doméstico acima dos 20%, baixou no internacional? enquanto ?em Portugal tudo aconteceu ao contrário: tivemos um mau começo e a partir de Abril disparámos, de forma consistente e sustentada?. A propósito refere que ?mesmo Novembro, que costuma ser de paragem, vai manter a taxa de crescimento?. Para o crescimento contribuiu tanto o segmento corporate como o lazer, embora o primeiro se tenha evidenciado. A distribuição será, estima António Loureiro, de ?mais ou menos 60% no corporate e 40% no lazer?. No que se refere ao lazer, o director regional da Travelport refere que ?vínhamos coxos de 2012, portanto em 2013 só podíamos melhorar em resultados?, e foi o que aconteceu. Sobre o que levou a que tal situação se verificasse, refere ?o realinhamento dos operadores?, com os operadores espanhóis muito ligados às Caraíbas a praticamente desaparecerem do mercado, enquanto os portugueses ?se mantiveram e fizeram esquecer um pouco os resultados de 2012?, muito embora 2013 não tenha sido um ano de ouro da tour operação portuguesa. ?Penso que os operadores portugueses que estão hoje no mercado são aqueles que vão vingar e, sem deixar de elogiar todos eles, penso que os que continuam a ser maiores de entre eles têm tido uma notável capacidade de se reinventar, de se adaptarem à nova realidade?, afirma o director regional da Travelport. Já no que se refere ao segmento corporate, António Loureiro afirma que ?explodiu desmesuradamente?. E justifica: ?As empresas tiveram que ir para o exterior. Tenho a informação de que houve mais de 3.000 empresas que se registaram no site corporate da TAP, o que é indicador de que as PME e as micro empresas têm necessidade de viajar porque o mercado português não é suficiente para ultrapassar a crise?. Uma situação que é ajudada pelo facto de ?termos a sorte de ser uma plataforma de distribuição, da Europa para o Brasil e a África, o que auxilia muito as empresas portuguesas?. António Loureiro refere ainda o aparecimento do hub do Dubai, através da Emirates ?que foi muito importante porque se conseguiu não apenas criar um mercado de trabalho muito atractivo mas também se conseguiu diversificar o hub de distribuição?. J.L.E.