Apesar da Páscoa: ocupação desceu em Março no Algarve

Segundo os dados divulgados na última sexta-feira pela AHETA ? Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, a taxa média de ocupação/quarto no Algarve registou em Março uma descida de 1,6% face ao mesmo mês do ano passado. Isto apesar de Março ter sido este ano o mês da Páscoa, quadra que o ano passado ocorreu em Abril. De acordo com os indicadores divulgado, a taxa de ocupação global média/quarto foi, em Março deste ano, de 43,8%, -1,6% que no mesmo mês do ano passado. Não fora a Páscoa ter segurado um pouco as ocupações, a AHETA estima que a quebra teria sido de dois dígitos. ?Estimamos que as ocupações teriam descido cerca de 10%, caso a Páscoa tivesse sido em Abril?, avança a AHETA em informação à imprensa. Ainda no que se refere ao período da Páscoa, há a salientar que desde o ano de 1996 apenas em 2009 se tinha registado uma ocupação mais baixa que a deste ano (41,3% em 2009 e 43,8% este ano). A ocupação mais elevada ocorrida neste período aconteceu nos anos de 1999 e 2000 (68,9%). Por nacionalidades, as principais descidas registaram-se nos mercados britânico (-0,7p.p.) e português ( 0,2p.p.), enquanto as maiores subidas foram as do mercado holandês (+1,4p.p.) e do espanhol (+1,0p.p.). Por zonas, Monte Gordo / Vila Real de Santo António e Albufeira apresentaram as maiores subidas na ocupação média, com +5,9p.p. e +2,9p.p., respectivamente, enquanto as descidas mais significativas aconteceram nas zonas de Carvoeiro / Armação de Pêra (-11,1p.p.) e Portimão / Praia da Rocha ( 9.6p.p.). Monte Gordo / VRSA foi aliás a zona onde a ocupação média foi mais elevada, com 71,2%, ao passo que a mais baixa ocorreu na zona de Carvoeiro / Armação de Pêra, com 24,7%. Por categorias de estabelecimentos, a principal descida registou-se nos hotéis e aparthotéis de 3 estrelas (-9,1p.p.), ao passo que os aldeamentos e apartamentos turísticos de 55 e 4 estrelas foram os que apresentaram a maior subida nas ocupações (+11,6p.p.). A taxa média de ocupação mais elevada aconteceu nos hotéis e aparthotéis de 3 estrelas, com 51%, enquanto a mais baixa teve lugar nos aldeamentos e apartamentos turísticos de 3 estrelas, que se quedaram em 34%. M.F.