Apoio às empresas e aumento do número de turistas são prioridades do TP

A afirmação foi ontem proferida pelo presidente do Turismo de Portugal no âmbito da reunião geral de vendas da TAP. Frederico Costa adiantou também que a estratégia do TP vai passar este ano pelo reequilíbrio da operação aérea para Portugal e por uma maior articulação entre o TP e as ARPT’s. Apoiar as empresas “que são o motor da economia” em termos de tesouraria e de cumprimento de prazos de pagamento e trazer mais turistas a Portugal, apostando na diversificação de mercados, são duas das prioridades que o TP definiu para este ano. E, no último caso, Frederico Costa assumiu mesmo que o Turismo de Portugal tem que trabalhar ao nível da “abertura de novos mercados”, abrindo caminho às empresas. Mas em 2013 vamos ter também o Turismo de Portugal mais focalizado do reequilíbrio das rotas aéreas para o nosso país e na “captação de novas rotas” e no “suporte a rotas já existentes”, com particular incidência nas que são operadas por companhias que não se inserem no segmento low cost. Dito de outro modo, o TP quer que a oferta aérea para Portugal de distribua de uma forma mais uniforme entre companhias tradicionais, charters e low cost. “O Turismo de Portugal vai estar, em 2013, muito mais focado no reequilíbrio entre a dependência low cost, charter, tradicional”, disse Frederico Costa, assumindo que “a verdade é que alguns dos nossos destinos estão demasiado dependentes das low cost e nós temos que reequilibrar” porque “é prejudicial ficarmos dependentes de um só tipo de operação”. O que também todos podem esperar do Turismo de Portugal neste ano de 2013 é uma actuação mais articulada e concentrada. “Num ano de emergência em que os recursos são demasiado escassos, não pode haver sobreposição de acções, sobreposições de entendimentos ou entendimentos diferenciados em que não estamos todos a remar para o mesmo lado”, afirmou Frederico Costa. Precisando um pouco mais disse que, ao nível da promoção externa “o que vai acontecer é uma muito maior articulação” entre o TP e as Agências Regionais de Promoção Turística no que toca, por exemplo, ao “apoio aos operadores, à captação e apoio às rotas, ao apoio a workshops nacionais”. O desafio a cumprir será, portanto, o de conseguir “uma maior articulação e um muito maior sentimento de liderança” porque, acrescentou, “em certas ocasiões é necessário centralismo no sentido de haver uma maior eficácia e eficiência de acção”. M.F.