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  10 de Setembro de 2010 
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Hotelaria madeirense mantém operacionalidade intacta

De forma geral os hotéis na Madeira não foram afectados pelo temporal da madrugada de sábado passado, mantendo todas as condições de operacionalidade.
Os hoteleiros contactados destacam que os estragos na ilha, embora de monta, são bastante localizados, não havendo danos a registar na hotelaria. Há alguns cancelamentos de reservas, mas poucos. O Turisver.com falou com alguns hoteleiros da região para melhor se inteirar da situação.
Após o temporal da passada noite de sábado, que afectou significativamente o centro do Funchal e localidades como Ribeira Brava, os hoteleiros contactados pelo Turisver.com traçam um quadro em que o sector turístico madeirense, principalmente a hotelaria, mantém intacta a sua capacidade operacional. “Tanto quanto é do meu conhecimento não houve hotéis afectados, apenas danos ligeiros, quase normais num destino à beira-mar”, afirma João Sanches, director do Tivoli Madeira, onde as únicas consequências foram alguns vasos tombados e entrada de água da chuva por algumas janelas.
Também nas unidades do Grupo Savoy não há qualquer dano a registar, e a sua directora, Graça Guimarães, afirma não conhecer casos de hotéis afectados. Fora do habitual, apenas o facto de os hóspedes terem permanecido todo o sábado no hotel, dadas as condições do clima. “A nossa principal preocupação foi manter a tranquilidade dos hóspedes”, afirma. Também nas unidades Dom Pedro na ilha não houve danos significativos a registar. Fernando Rito, director Dom Pedro na Madeira, afirma que “as imagens transmitidas pelas televisões podem levar a pensar que a situação afectou toda a ilha, mas não foi esse o caso” com os danos limitados ao centro de Funchal e a freguesias sem hotelaria. Assim, “de maneira geral todos os hotéis estão a funcionar, com clientes a chegar”. De resto, afirma Fernando Rito, “muitos hóspedes em hotéis do Funchal apenas tiveram conhecimento da situação através da televisão”.
Ao fim do dia de ontem o único caso relevante era o do Hotel The Vine, evacuado como medida de precaução, pela localização numa zona mais afectada, embora não sejam conhecidos danos no hotel.
Quanto a repercussões na actividade, a maior foi a de vários hóspedes com reservas para o fim-de-semana que ficaram impedidos de chegar à ilha, pela interrupção de voos enquanto o clima não os permitiu. Quanto a cancelamentos ou adiamentos para os próximos dias, são poucos os casos a registar. Nos hotéis contactados não se está a proceder à cobrança de taxas de cancelamento. Para João Sanches, “é normal que as pessoas que podem adiar a sua estadia, com a colaboração dos hotéis, o façam. O importante é garantir que efectuam a estadia noutra data, que se mantêm fiéis à Madeira como destino”. De resto, “não há muitos casos”.
Nos hotéis Savoy, relata Graça Guimarães, foram recebidas “muitas chamadas de hóspedes habituais que pretendiam saber se estava tudo bem com o hotel, e hóspedes com chegada hoje (segunda-feira), sobretudo do Reino Unido, perguntando sobre o estado das acessibilidades”. Alguns cancelamentos também, cujas taxas o hotel não está a cobrar. “Compreendemos a situação”, sublinha a directora do Grupo.
Situação idêntica nos Dom Pedro, em que, como noutros casos, a maior parte dos cancelamentos são de reservas individuais através da internet. “Pela parte de operadores turísticos não tivemos qualquer cancelamento”, diz Fernando Rito, uma situação semelhante à do Tivoli e do Grupo Savoy.
Num momento em que se prevê que a situação no centro do Funchal demore ainda algumas semanas a retomar a normalidade, os hoteleiros afirmam-se confiantes numa rápida recuperação da Madeira enquanto destino turístico. “A Madeira rapidamente vai superar desta situação”, afirma o director do Tivoli, que sublinha o papel de todo o “trade” turístico, principalmente dos operadores, de passar a mensagem de que a Madeira mantém todas as condições para acolher turistas, sendo que as repercussões no turismo “dependem do grau de alarmismo que se adoptar”. Para Graça Guimarães, “é importante que não se especule, sempre houve intempéries em destinos turísticos. O que lamentamos são as vidas perdidas, mas a Madeira vai continuar a ser um destino seguro, de paz, natureza, e harmonia. Nada disto vai impedir que o Turismo prossiga o seu desenvolvimento”.
N.A. 23/02/2010

23/02/2010

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