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Regiões + Extinção do pólo Leiria/Fátima é sinal de “país de terceiro mundo”, diz presidente
O presidente do pólo de Turismo de Leiria/Fátima, Paulo Fonseca, criticou esta semana a extinção desta entidade regional de turismo, considerando que este “é um sinal de um país que tem características de terceiro mundo”.
De acordo com declarações do responsável ao semanário regional O Mirante, caso o anteprojecto de proposta de lei que prevê a extinção de seis entidades regionais de turismo, entre as quais a de Leiria/Fátima, vá em frente, será “péssimo para o turismo nacional e para as regiões”.
Mas Paulo Fonseca discorda também do cenário que aponta a integração da região de Leiria/Fátima na entidade regional de turismo de Lisboa e Vale do Tejo, considerando que está em causa “um modelo de desenvolvimento que não é compatível com a fusão com Lisboa”.
“Temos uma cidade como Lisboa que se comporta como um eucalipto que seca tudo à volta no nosso país”, critica Paulo Fonseca, defendendo que “se fossem autonomizadas as áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa” como entidades turísticas, “tornaria possível que Leiria-Fátima se entendesse com todos os agentes turísticos, melhorando bastante esta reorganização”.
“Não aceito a ideia de um país comandado por Lisboa até na promoção turística. A região do Oeste e Vale do Tejo tem pessoas capazes e ideias próprias. Esta decisão é uma vergonha do ponto de vista de um país que procura o desenvolvimento regional”, acrescentou o responsável, que é também o presidente da Câmara Municipal de Ourém.
Recorde-se que o anteprojecto de proposta de lei para a reorganização regional do turismo prevê a extinção de todos os pólos de desenvolvimento turístico, como é o caso de Leiria/Fátima, mantendo apenas cinco entidades regionais de turismo correspondentes ao Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve.
I.M.
27/07/2012
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