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Aviação + 1º semestre da TAP fechou com 112 ME negativos
O resultado representa um agravamento de 14,6% face ao mesmo período do ano passado e, segundo a empresa, foi penalizado pelas greves e pelo aumento no preço dos combustíveis. Já os indicadores operacionais apresentam-se todos positivos.
“As greves e o preço dos combustíveis impediram a TAP-SA de melhorar os números do primeiro semestre deste ano”, lê-se no comunicado da empresa que aguarda, no entanto, “uma melhoria assinalável da actividade neste segundo semestre”.
Segundo a TAP, as greves, que tiveram um “impacto directo estimado de 21,6 milhões de euros, contribuíram decisivamente” para que o resultado líquido da empresa ficasse no vermelho. O mesmo aconteceu com a factura dos combustíveis que “registou um agravamento de 20%, passando de 325 milhões até final de Junho para 390 milhões nos primeiros seis meses deste ano”, contribuindo “fortemente para o agravamento geral dos custos de exploração”.
Positiva foi a evolução das receitas, que aumentou 9,3% face ao primeiro semestre do ano passado, atingindo 1.084 milhões de euros, e “ultrapassando pela primeira vez a “barreira psicológica” dos mil milhões no primeiro semestre”.
Neste período, a companhia transportou 4.706.048 passageiros mais 4,7% que em igual período do ano passado, e aumentou para 41,7% a sua quota de mercado nos aeroportos portugueses. “Só no aeroporto de Lisboa o crescimento foi de 6%, um número que quase duplica os 3,7% de aumento do próprio aeroporto, onde a TAP representa 60% do total do tráfego”, sublinha a empresa em comunicado.
Os resultados da Manutenção e Engenharia do Brasil registaram uma “significativa recuperação”, tendo melhorado 31,2%, o que levou a uma diminuição dos prejuízos, de 30,1 milhões no primeiro semestre do ano passado para 20,7 milhões de euros no final dos primeiros seis meses deste ano.
Na Groundforce, o semestre terminou com 2,3 milhões de euros de perdas, mas com uma recuperação de 68,8% face aos 7,3 milhões de prejuízo no mesmo período do ano passado. Segundo a TAP, estes indicadores evidencia a “possibilidade de obter os primeiros resultados positivos ainda em 2012”.
M.F.
17/08/2012
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