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Regiões + Mercados estrangeiros compensam quebras do mercado ibérico no Algarve
Pela situação económica vivida de ambos os lados da fronteira, as quebras no mercado português e no mercado espanhol eram já esperadas no Algarve. As perspectivas confirmam-se, com o presidente da AHETA, Elidérico Viegas a avançar ao Turisver.com que, ao nível do mercado português, as perdas rondam os “10 a 11%”, enquanto a procura por parte dos espanhóis atinge “os 20% ou mais”. Em termos de ocupação, no entanto, as subidas de outros mercados compensam estas quebras.
As quebras verificadas na procura de portugueses e espanhóis está a ser compensada pelo crescimento de outros mercados internacionais, levando a que “as ocupações estejam mais ou menos idênticas ao ano passado”, assinala o presidente da AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve. Mas Elidérico Viegas sublinha que esta estabilidade não se verifica ao nível do volume de negócios. Pelo contrário, “há uma descida visível do volume de negócios, cifrada em menos 4 a 5% que o ano passado em que também tinha sido já registada uma diminuição.
A evolução favorável de alguns mercados tem a ver, segundo o responsável, com vários factores “descida do Euro face à Libra, que atrai desde logo os turistas britânicos, e também a instabilidade em alguns países do Norte de África e a situação da Grécia”. Os dois últimos factores foram até decisivos, segundo Elidérico Viegas, para que pela primeira vez em muitos anos, o mercado alemão apresente uma evolução positiva”.
Estas subidas “ajudaram a esbater os efeitos negativos da descida do mercado interno, que apresenta uma quebra de 10 a 11% face ao ano passado, em que tinha já acusado uma descida de 8-9%”.
No que se refere ao volume de negócios, diz o presidente da AHETA, a quebra é “uma situação que tendencialmente se manterá a não ser que consigamos fazer subir as taxas médias de ocupação”, algo que considera o “grande desafio” que actualmente se coloca ao alojamento turístico no Algarve ao longo dos próximos anos. “Tendo estabilizado as suas ocupações nos 50-51% ao ano, o Algarve terá que inverter esse ciclo para chegar aos 65% de média ano para que os empresários consigam inverter a sua politica de preços e, por essa via, rentabilizar os seus investimentos”, afirma Elidérico Viegas.
M.F.
28/08/2012
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