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  23 de Maio de 2013 
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Estrangeiros fazem aumentar dormidas na hotelaria em Julho

Em Julho, a hotelaria portuguesa registou 5,1 milhões de dormidas, +1,4% que no mês homólogo do ano passado. A subida deve-se aos residentes no estrangeiro, já que o mercado interno continua a registar perdas significativas. De Janeiro a Julho o aumento de dormidas de estrangeiros não chegou para compensar as quebras do mercado interno.
Segundo os dados ontem publicados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, a hotelaria nacional alojou, em Julho, 1,6 milhões de hóspedes (-0,9% que no mesmo mês do ano passado) que originaram um total de 5,073 milhões de dormidas, num aumento homólogo de de 1,4%.
Para este comportamento positivo apenas contribuíram os residentes no estrangeiro, responsáveis por 3,475 milhões de dormidas, +4,8% que no período homólogo do ano passado. Já as dormidas originadas pelos residentes em Portugal, à semelhança do que vem acontecendo nos últimos 11 meses, registaram uma quebra homóloga de -5,3% para 1,597 milhões. O INE frisa até que as dormidas dos residentes representam agora apenas 31,5% das dormidas totais, enquanto em Julho do ano passado representavam 33,7%
Mas nem o facto de as dormidas de estrangeiros apresentarem sucessivos aumentos desde o início do ano livrou a hotelaria nacional de acusar descidas no número de hóspedes e dormidas no acumulado de Janeiro a Julho. Neste período, os hóspedes ultrapassaram os 7,54 milhões e as dormidas ficaram acima dos 21,8 milhões, denotando, no entanto, quebras homólogas de -1,5% e -0,4%, respectivamente. Isto porque, nos sete primeiros meses do ano, as dormidas de estrangeiros registaram um aumento homólogo de 3,9% que não chegou para combater os -9,1% de dormidas de residentes.
Quanto à tipologia de alojamento, o maior acréscimo de dormidas verificado em Julho pertenceu aos aldeamentos turísticos (+19,9%) seguidos dos apartamentos turísticos (+10,8% e dos hotéis-apartamentos (+5,1%). Comportamento inverso teve a hotelaria tradicional, que registaram -0,6% de dormidas, principalmente devido às quebras de 7,9% e 4,4% registadas nos hotéis de 5 e 3 estrelas, respectivamente. Já os 4 estrelas viram as dormidas aumentar em 2,3%.
M.F.

14/09/2012

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