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Associativismo + “Calamidade” no sector da restauração se IVA não baixar
A expressão foi utilizada ontem pelo secretário-geral da AHRESP, José Manuel Esteves em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do estudo “Fiscalidade e Competitividade dos Serviços de Alimentação e Bebidas nos sectores da Restauração e Bebidas e da Hotelaria”.
Frisando que “foi demonstrado por um estudo independente e conservador que estamos a destruir quase 100 mil postos de trabalho”, o secretário-geral da AHRESP afirmou peremptório que “estamos a perspectivar com muita clareza uma calamidade”, tendo igualmente sublinhado que a AHRESP considera que a manutenção do IVA do sector a 23% “será uma tragédia para quase 100 mil famílias”. Daí que a Associação esteja já a negociar linhas especiais de apoio para os empresários que se encontram em pior situação.
Se o secretário-geral da AHRESP fala em “calamidade”, o presidente da Associação, Mário Pereira Gonçalves, que reforça a mesma expressão, fala também de um 2012 com um “panorama desolador” para o sector e os seus empresários e de “desastre”.
“Os números do estudo são tão esmagadores que se torna incompreensível a teimosia do Governo em prosseguir um caminho que confirmou o desastre por nós previsto há um ano”, afirma Mário Pereira Gonçalves, acrescentando: “É lamentável que estejamos a assistir à destruição da riqueza e da diversidade de oferta de um sector tão importante para uma actividade estruturante da economia portuguesa como é o turismo, responsável maior pelo volume de exportações do país”.
Na apresentação do estudo, os seus autores sublinharam por várias vezes que as estimativas nele patentes “são conservadoras” e “roçam mesmo o optimismo”, desde logo porque para elaborar o documento, não foi considerado o impacto “do aumento óbvio da evasão fiscal”, nem o incumprimento junto da banca que acontecerá no sector em 2013, nem mesmo a descida mais acentuada do consumo privado. Por isso João Espanha, da Espanha & Associados, deixou claro que “daqui só pode ser pior, melhor nunca pode”, tendo mesmo falado de “um cenário de virtual catástrofe” que será vivido pelo sector em 2013 caso a taxa de IVA não seja “rapidamente reposta a 13%”.
M.F.
04/10/2012
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