As 7 megatendências do digital no turismo

No âmbito da 2ª edição do Beyond – Portugal Digital Revolutions, que teve início esta semana, a EY Portugal divulgou as 7 Top Trends para as Empresas de Turismo, um dos sectores que, segundo a EY, “mais sentiu a evolução trazida pela era digital e que influenciou de forma transversal investidores, utilizadores e clientes”.

A edição deste ano do Beyond, que começou com as conferências de saúde e de turismo e vai agora abordar outras áreas, culminará com a Conferência Final, agendada para 12 de Dezembro, na qual vão ser apresentadas as principais conclusões, divulgados casos de sucesso e apontados caminhos estratégicos para as empresas portuguesas na era da revolução digital. No evento serão ainda apresentadas as conclusões do primeiro estudo sobre Digitalização em Portugal.

São as seguintes as sete tendências apontadas pelo estudo:

  1. Incremento do sharing economy, que proporciona melhores experiências, oportunidades de negócio, e outras conveniências. A hotelaria tem sentido o efeito do sharing economy, nomeadamente pela forma como o Airbnb alterou a forma como as pessoas viajam. Este tipo de plataformas tem grande capacidade de se transformar, de se adaptar e desenvolver novos negócios e o seu crescimento pode ser uma ameaça ou uma oportunidade para a hotelaria tradicional.
  2. Crescimento do big data e Internet of Things (IoT). Espera-se que um número cada vez maior de dispositivos esteja ligado entre si, em que o propósito é a captura de informação. No mundo actual, a indústria hoteleira capta enormes volumes de informação de várias fontes, estando o uso eficaz da análise de dados, através de ferramentas apropriadas, a mudar drasticamente a forma como os negócios de hotelaria são geridos. Investir em técnicas de análise de dados não só permitirá dar aos hóspedes uma experiência única, como também permitirá uma melhoria dos resultados operacionais de proprietários de hotéis e empresas de gestão hoteleira.
  3. Incremento da utilização da robótica, particularmente do RPA (Robotic Process Automation). O Robotic Process Automation poderá trazer importantes eficiências operacionais aos players do sector, nomeadamente nos processos administrativos/ de back office, principalmente em processos mais rotineiros. Será possível, por exemplo, automatizar todo o processo de compras, o que permitirá alocar as pessoas a novas tarefas produtivas.
  4. O fenómeno da globalização mudou a paisagem da hotelaria, com investidores internacionais, operadores e marcas a diversificar as suas carteiras de hotéis no exterior. Este facto levou ao aumento da concorrência no território nacional, mas impulsionou também a definição de estratégias que se querem diferenciadoras, muitas vezes potenciadas por conceitos mais digitais.
  5. Reposicionamento ou redefinição de estratégias de presença nas Redes Sociais, para potenciar vendas e marcar posicionamentos diferenciadores em diferentes mercados e segmentos. A monitorização das Redes Sociais será cada vez mais relevante e a capacidade de reacção através de interligação com outros sistemas (CRM) criará diferenciação.
  6. No ambiente actual, os ciberataques são uma ameaça bem real para as organizações e é imperativo estas estarem preparadas para detectar, diagnosticar e mitigar os elevados danos patrimoniais e reequacionais que podem advir. Os recentes casos de violação de dados alertaram os executivos das empresas de todos os sectores para a necessidade de colocar a cibersegurança como um assunto prioritário nas suas agendas.
  7. O impacto da adoçam do Regime Geral de Protecção de Dados continua a gerar discussão no sector do turismo, em que é recolhido e utilizado um elevado número de dados de clientes e colaboradores.A estratégia de digitalização implica a gestão de informação de várias fontes, e importa perceber as limitações legais à utilização dessa informação e procedimentos de controlo a implementar.

Perante estas tendências, Luís Rosado, partner da EY Portugal, afirma: “ Ter uma estratégia em vigor para identificar e abordar tendências disruptivas e emergentes, analisar e priorizar a sua importância, entender as suas implicações de longo prazo, conhecer os principais riscos e definir um plano de acção é imperativo para prosperar no actual ambiente de negócios”.