As brochuras estão a desaparecer

Segundo dados recentes a TUI, proprietária dos operadores turísticos Thomson e First Choice, assegurara que, até ao final de 2020, vai deixar de usar as tradicionais brochuras nas agências de viagens.

Durante um período de quatro anos a TUI vai actuar junto das agências de viagens do Reino Unido dando instruções para que deixem de distribuir brochuras, sendo, gradualmente, substituídas por tecnologia, tal como ecrãs digitais nas lojas. O grupo considera ainda a opção de disponibilizar wi-fi gratuito e sets de realidade virtual ao longo da sua rede de agências de viagens.

O anúncio surge no seguimento do rebranding da companhia para TUI, a tomar lugar no próximo ano, sendo o Reino Unido o último mercado a mudar para o nome único TUI. Os operadores turísticos detidos pela TUI imprimem, de momento, mais de 4.5 milhões de brochuras por ano, com 58 títulos diferentes, com o custo de milhões de libras.

As concepts stores da Thomson, futura TUI, denominadas Holiday Design Stores, já disponibilizam tecnologia de topo, tal como mapas interactivos, deixando de lado os suportes de brochuras. Os agentes de viagens vão continuar a poder imprimir, na hora, as brochuras e entregar aos clientes que assim pedirem, mas estão disponíveis, ao invés destas, revistas que podem ser levadas para casa e lidas.

O grupo tomou esta decisão baseando-se na maneira como os viajantes planeiam as viagens, nos dias de hoje. Afirma que o tempo de o cliente estar sentado horas na agência de viagens a folhear brochuras para escolher o destino favorito já acabou. Hoje, é preciso apostar numa experiência mais interactiva.

A empresa, que já disponibilizou iPads ao staff dos seus hotéis e companhia aérea, já lançou uma aplicação móvel, um site e uma app Apple TV, visa ainda investir mais intensamente em vídeos online, para que os clientes tenham acesso a um conteúdo mais personalizado e de modo a “dar vida às férias”.

Prevê-se que outros grandes operadores turísticos sigam as medidas tomadas pela TUI, caso ainda não o tenham feito. Há quem lhe chame o “fim de uma era”, sendo necessária a adaptação a estes novos tempos da tecnologia. Dentro da nova realidade os clientes não levarão tanto tempo na escolha do seu destino, vão, no entanto, preencher preferências, critérios e filtros que os orientaram de acordo com os seus interesses.