Ásia lidera crescimento da aviação low cost, diz estudo da Amadeus

A região da Ásia é a que apresenta, este ano, um maior crescimento na capacidade oferecida pelas companhias aéreas low cost, uma tendência que é comum a praticamente todo o mundo e que, a nível global, apresenta uma subida de 6,8% no primeiro semestre do ano, ainda que, a nível europeu, a subida seja mais tímida, aponta um estudo da Amadeus. O estudo, realizado a partir da Amadeus Air Traffic Solution, revela que, face a 2012, a capacidade oferecida pelas companhias aéreas low cost subiu 6,8% a nível global nos primeiros seis meses de 2013, com destaque para a Ásia e para a região do Médio Oriente, que lideram a subida. Na Ásia, aponta o estudo da Amadeus, o crescimento da oferta low cost é de 28,7% até final do primeiro semestre, enquanto no Médio Oriente a capacidade low cost subiu 17,7%, seguindo-se África, com uma subida de 13,1%. Mais tímido é o crescimento na Europa e América do Norte, que não vai além dos 0,8% e 1,5%, respectivamente. O estudo da Amadeus destaca as companhias low cost da Indonésia, Índia, Tailândia e Malásia como as principais responsáveis pelo forte aumento da capacidade na Ásia, revelando que o crescimento da capacidade das companhias low cost destes países foi responsável ?por metade do crescimento da capacidade global?. Já a Europa parece estar em sentido contrário, com grande parte das companhias low cost a reduzirem a capacidade oferecida no Sul da Europa, a exemplo de Madrid, que registou uma quebra de 27% na oferta destas companhias de aviação, a mais alta da região, seguida por cidades como Atenas e Roma, que assistiram igualmente a ?significativas reduções percentuais?. Apesar da redução no Sul da Europa, na região Norte e Leste o cenário é diferente, com destaque para Varsóvia, na Polónia, que viu a capacidade das low cost subir 63%, representando já 27% do total da capacidade oferecida na cidade. Londres, por seu lado, continua a ser a cidade com maior oferta low cost em todo o mundo, dispondo de cerca de 15 milhões de lugares, seguindo-se São Paulo, com uma oferta que ronda os 11 milhões, ainda que cidades como Jacarta e Kuala Lumpur apresentem as maiores subidas, de 44% e 15%, respectivamente. I.M.