ATA destaca “recordes turísticos” do Algarve em 2017

Para a Associação Turismo do Algarve, agência responsável pela promoção da região junto dos mercados externos, o ano de 2017 “foi muito positivo” ao nível da promoção externa. Os objectivos traçados pela agência “foram amplamente alcançados” e 2017, sublinha a ATA, “foi um ano de recordes turísticos para o Algarve”. Para 2018, a aposta é na diversificação de mercados e captação de novas rotas.

Em comunicado divulgado  esta quarta-feira, 17 de Janeiro, Dora Coelho, directora executiva da ATA, salienta que em 2017 “foram batidos vários recordes em termos de indicadores turísticos como o número de hóspedes, taxas de ocupação e receitas”, o mesmo tendo acontecido com o Aeroporto de Faro que movimentou mais de 1,1 milhão de passageiros, num aumento de 14,4% face ao ano anterior.

Segundo a responsável, para o sucesso do destino contribuiu um maior interesse das empresas privadas que decidiram estabelecer parcerias estratégicas no âmbito do modelo de comercialização e vendas definido pela ATA. “Em 2017 contámos com o apoio de 44 empresas parceiras – mais 9 face a 2016 -, sendo que para 2018 existem já 52 entidades privadas comprometidas, o que representa um forte sinal de confiança no trabalho que temos vimos a desenvolver”, observa Dora Coelho.

O aumento das taxas de ocupação durante a época baixa, um dos grandes objectivos da ATA, é também evidenciado no comunicado: “Neste momento, terminando a época alta do produto Sol & Mar, inicia-se a época alta do Golfe. Em 2017, foi possível constatar que esta mecânica tem vindo a pronunciar-se na região, esbatendo-se o tradicional período de época baixa”, sublinha a responsável.

Produtos como o golfe, o turismo de natureza activo, com destaque para o wellness, cycling & walking, birdwatching ou até mesmo o surf, bem como a promoção da região como destino de excelência para Meetings & Incentives, têm vindo a revelar-se indispensáveis para os bons resultados turísticos da região e para a atenuação da sazonalidade, contribuindo para a existência de “um número cada vez maior de unidades que já não encerram durante estes períodos” e o posicionamento do Algarve como um destino de todo o ano.

Dora Coelho explica ainda que o próprio perfil dos turistas que demanda o Algarve  “começa a sofrer algumas alterações, na medida em que já não procura exclusivamente um destino de praia, verificando-se uma procura crescente por um Algarve mais alternativo, mais autêntico e genuíno”.

Para 2018, e segundo a mesma responsável, o grande desafio passa pela continuidade dos bons resultados obtidos pela região e pelo seu crescimento, através da aposta numa estratégia que passará por “diversificar os mercados que têm registado subidas acentuadas, tais como a Polónia, a Itália (que inclusive passou a ter ligações directas a Faro), os Estados Unidos e o Brasil (através do aumento das ligações via Lisboa), não descurando obviamente a Alemanha, a França, a Irlanda, a Holanda e a Suécia”. Porque o Algarve continua ainda muito dependente do Reino Unido, Dora Coelho sublinha a necessidade de “intensificar a aposta noutros mercados e continuar a trabalhar na captação de novas rotas e/ou no aumento de frequências para a região”.