Aviação vai crescer 31% em passageiros até 2017, diz a IATA

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês) estima que o número de passageiros na aviação aumente 31% até 2017, quando deverá atingir os 3,91 mil milhões, de acordo com o estudo IATA Airline Industry Forecast 2013-2017. A confirmar-se a previsão, a aviação terá, em 2017, 930 milhões de passageiros a mais que em 2012, quando o número de passageiros transportados atingiu os 2,98 milhões, aponta a associação, que prevê um crescimento da procura de 5,4% ao ano até 2017. Do acréscimo de 930 milhões de passageiros até 2017, a IATA prevê que 292 milhões viajem em rotas internacionais, enquanto os restantes 638 milhões de passageiros se devem ficar por voos domésticos. No total, a IATA estima que, em 2017, o número de passageiros em voos internacionais suba 25%, passando para 1,5 mil milhões de passageiros, o equivalente a 292 milhões de passageiros a mais que em 2012. Por regiões, a IATA aponta o Médio Oriente e a Ásia como as regiões onde o aumento da procura mais se vai fazer sentir, devendo registar taxas anuais de crescimento na ordem dos 6,3% e 5,7%, respectivamente, seguindo-se África e a América Latina, com subidas anuais de 5,3% e 4,5%. Já a Europa não deve ultrapassar um crescimento de 3,9% ao ano no número de passageiros, até 2017. As rotas para a China ou com ligação a este país são apontadas pela IATA como as que maior crescimento devem registar até 2017, com a associação a estimar uma subida de 24% no período em análise, o equivalente a 227,4 milhões de passageiros a mais face a 2012, ainda que apenas 32,4 milhões viajem em voos internacionais. No total, a região Ásia-Pacifico deve receber, em 2017, cerca de 300 milhões de passageiros a mais que o número actual, 225 milhões dos quais, cerca de 75%, em voos domésticos, enquanto a região norte-americana deverá chegar a 2017 com mais 677,8 milhões de passageiros, mantendo-se os EUA como o maior mercado em tráfego doméstico, seguindo-se a China e o Brasil, que se deverá afirmar como o terceiro mercado na procura por voos domésticos. I.M.