Barómetro da Academia do Turismo: crise internacional será factor que mais afectará turismo em 2013

De acordo com o Barómetro Anual da Academia do Turismo, ontem apresentado em Lisboa, a crise internacional é o factor que mais deverá afectar o turismo durante o corrente ano. No mesmo Barómetro, dois terços dos inquiridos afirma que a cultura deve ser o produto-chave nacional a comunicar junto dos mercados estrangeiros. De acordo com o Barómetro do IPDT publicado no anuário ?O Turismo em 2013?, 90% dos especialistas que responderam ao inquérito que serviu de base ao estudo, é de opinião que a actual conjuntura económica é o maior desafio com que o sector se irá debater durante este ano. Subdividindo esta resposta por itens mais específicos, 31,9% aponta como factores mais preocupantes a crise internacional / redução do investimento/quebra da procura / aumento de custos?, com 16% a apontarem a ?instabilidade política, social e económica? e 13,4% a falarem da percepção negativa da marca Portugal. O aumento dos impostos /IVA na restauração / portagens, foram apontados por 10,5% dos inquiridos, com 9,2% a citarem a economia europeia. Outros factores preocupantes referidos foram a redução da qualidade do serviço (5,5%), o desemprego elevado / encerramento de empresas (5%) e a falta de uma política aérea e gestão aeroportuária (2,1%). No sentido de potenciar a imagem de Portugal nos mercados externos enquanto destino turístico, cerca de 60% dos inquiridos concorda que o produto chave a ser comunicado deve ser a ?cultura?. Entre os que não concordam, 32% avançam que o principal produto a comunicar deve ser o sol e mar, 15% a gastronomia, e 14% o clima. Já no que se refere à aposta que deve ser feita este ano pelo turismo nacional, 40% avançam que Portugal deve fixar-se nos mercados internacionais, através da profissionalização da promoção turística externa, a par da diversificação de produtos e Web, com cada uma das respostas a concentrar 13,3% das opiniões. As respostas dos especialistas vão ainda no sentido de Lisboa e Vale do Tejo ser a região portuguesa com maiores potencialidades de crescimento em termos turísticos (40,4% das respostas), uma opinião que, em 27% dos casos, tem por base as boas acessibilidades aliadas às potencialidades low-cost. Em segundo lugar é apontada a região do Porto e Norte (35,6%) que, segundo os inquiridos, apresenta como pontos fortes a atractividade e a diversificação da oferta turística (40% das respostas). M.F.