Barómetro TravelStore/American Express: viagens de negócios devem crescer 0,9% este ano em Portugal

Depois de em 2012 terem aumentado em 3,8% face a 2011, as viagens de negócios deverão crescer este ano 0,9% em Portugal ? em ambos os anos um crescimento acima da média europeia. A explicação está na situação económica pouco favorável que se vive no nosso país e que tem obrigado as empresas a buscar negócio além fronteiras. Os dados são do Barómetro TravelStore/American Express apresentado ontem durante o 6º Salão de Viagens de Negócios. Em 2012, o volume das viagens e negócios aumentou 3,8% em Portugal face ao ano anterior, quando a média europeia se quedou por uma subida de 1%, embora com valores variáveis de país para país. Para este ano é esperado em Portugal um aumento de 0,9%, quando a média europeia aponta para um crescimento de 0,5%. Segundo salientou Frédéric Frère durante a apresentação do Barómetro, o maior aumento das viagens em Portugal é justificado pela difícil situação financeira que o país atravessa e que tem levado as empresas portuguesas a procurarem no estrangeiro, nomeadamente noutros continentes, novas oportunidades de negócio. Não é pois de estranhar que as duas principais motivações que sustentaram esta subida sejam a ?prospecção comercial em novos mercados? e ?fidelizar clientes/mercados?. Entre os principais destinos escolhidos pelas empresas portuguesas, figuram, segundo o Barómetro, Moçambique, Angola e Brasil. Já o peso de outras motivações, apresentou o ano passado sinal negativo. Assim, ?assistir a congressos ou conferências? baixou de 17% para 15%, o mesmo acontecendo com as viagens que tinham a ?formação? como motivo principal, que sofreram uma redução de 16% para 15%, enquanto as viagens de ?incentivos? se mantiveram nos 9%. E se para as viagens de negócios, as perspectivas para este ano são de uma evolução positiva, já no que se refere à organização de eventos empresariais, é esperada uma evolução negativa face ao ano passado da ordem dos 4,1%. Mesmo com 54% das empresas portuguesas a admitirem expandir os seus negócios internacionalmente, a redução do custo médio das viagens é algo que a maioria tem como objectivo, adoptando para isso medidas como a reserva antecipada, maior utilização de tarifas menos flexíveis e por isso mais económicas, bem como a renegociação dos acordos com fornecedores. A este nível refira-se por exemplo que 31% das empresas indicou não programar viagens em classe executiva, contra os 14% registados em 2012. M.F.