Bonecos de Estremoz já são Património Imaterial da Humanidade

A produção dos “Bonecos de Estremoz”, em barro, uma arte popular que conta com mais de três séculos de tradição, foi classificada quinta-feira, 7 de Novembro, como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A eleição aconteceu na ilha de Jeju, na Coreia do Sul.

                

A classificação da “Produção de Figurado em Barro de Estremoz” (os “bonecos de Estremoz”) foi decidida na 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, na Ilha Jeju, na Coreia do Sul.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente do Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, considerou que a classificação pela UNESCO é uma “vitória para Portugal”. Declarando-se “muito orgulhoso, muito satisfeito”, Ceia da Silva acrescentou tratar-se de “uma grande vitória para Estremoz, para o Alentejo, mas uma grande vitória para Portugal”.

Também citado pela Lusa, o presidente do município de Estremoz, Luís Mourinha, declarou tratar-se de “um momento grande da história de Estremoz em termos da sua classificação, das suas gentes, porque o figurado de barro representa tudo o que é o trabalho, tudo o que é a dificuldade dos alentejanos e dos estremocenses em particular”.

De acordo com notícia veiculada pela Agência Lusa, o embaixador de Portugal na Coreia do Sul, Manuel Gonçalves de Jesus, que acompanhou a cerimónia, declarou-se “bastante satisfeito” com o reconhecimento da UNESCO e saudou ainda os responsáveis da candidatura portuguesa, principalmente os artesãos que produzem os “Bonecos de Estremoz”.

Os “Bonecos de Estremoz” pertencem a uma arte popular, com mais de 300 anos de história, tendo sido o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz.

Com mais de uma centena de figuras inventariadas, esta arte consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.