Brexit ainda não chegou à WTM

Tanto as agências regionais de promoção turística como os privados portugueses presentes na World Travel Market (WTM), em Londres, afirmaram ao turisver.com que o mercado inglês vai continuar a crescer para Portugal. Se os efeitos do Brexit ainda não se fazem sentir e até nem se venha a sentir de forma acentuada, a desvalorização da libra pode ser alguma preocupação.

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A opinião generalizada é que, sendo o Reino Unido um dos principais mercados para Portugal, de relevância inclusive para destinos como o Algarve, Madeira e Lisboa, e embora ninguém tenha ainda a noção concreta do que vai acontecer, é preciso estar atentos e não perder o contacto com os vários canais de distribuição britânicos.

Aliás esta foi uma constante da principal feira do turismo que este ano encurtou um dia, mas em horário mais alargado, que não deixou de mostrar o seu brilho, apresentar novas tendências para o sector turístico para o próximo ano, e até reforçar o networking.

Portugal esteve presente com um stand de 812 m2 (+190m2 que em 2015) o que permitiu satisfazer o aumento da procura por parte das empresas, passando de 50 na edição anterior para 60 na presente edição.

Entre os participantes estiveram as sete Associações Regionais de Promoção Turística, Porto e Norte, Centro de Portugal, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira, em conjunto com 60 empresas, entre hotéis e agências de viagens nacionais, contando ainda com a participação de quatro startups portuguesas na área do turismo, as quais participaram no certame ao abrigo da nova linha de apoio à internacionalização de startups na área do turismo, permitindo assim o contacto e a imersão destas empresas com o ambiente internacional da actividade deste sector.

Em 2015, o Reino Unido foi o principal mercado da procura externa para Portugal, aferido pelos principais indicadores turísticos: dormidas (8,3 milhões), hóspedes (1,7 milhões) e receitas (2.004 milhões de euros), representando quotas de 24%, 17% e 17,6%, respectivamente.

Já este ano, até Agosto, de acordo com dados do INE, as dormidas dos britânicos em Portugal aumentaram 11,3% (6,3 milhões), os hóspedes 13,5% (1,3 milhões de hóspedes) e as receitas 13,9% (1.467 milhões de euros), face ao período homólogo de 2015.

Portugal continua a ter uma importante programação junto dos circuitos de distribuição turística britânicos não só com a oferta de packages no sol e mar e no golfe, como também com novos produtos como é o caso do turismo cultural, onde se encontra o recente programa “365 Algarve”, e do turismo de natureza, com as actividades de “Cycling & Walking”.

Ao longo dos 3 dias de feira foram desenvolvidas várias acções de apresentação e promoção do destino, nomeadamente no balcão do “Prove Portugal” o qual pretendeu afirmar Portugal como um destino gastronómico, sustentado em produtos genuínos de qualidade e em profissionais que reinventam a cozinha e os vinhos portugueses.

Os dados disponibilizados pela organização mostram um aumento de 20% de visitantes e expositores nos últimos 5 anos. A área total de exposição foi de 42.578m2, e contou com a presença de 698 stands representando 5.000 empresas e 182 países.

Toda a reportagem na próxima edição da Revista Turisver